Sampras: «É preciso coração, mente e talento para ser número um durante muitos anos. O Nadal e o Federer têm isso»

Por admin - 13 Abril, 2018
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Não são todos os dias que vemos Pete Sampras a falar em público. O antigo tenista norte-americano, uma das maiores lendas da modalidade, falou ao site oficial do ATP onde abordou algumas das suas principais experiências e pensamentos na altura em que competia ao mais alto nível.

O ex número um mundial começou por referir as suas grandes ambições. “O objetivo para mim sempre foi ganhar Wimbledon, para ser mencionado na mesma frase que o Laver e Rosewall, mas ser número um foi incrível. Manter-me como número um foi a parte mais difícil. Necessitas de coração, mente e talento para ser líder durante anos. Isso é algo que tiveram os grandes de todos os tempos como o Federer e o Nadal”, afirmou.

Sampras explicou ainda aquilo que sentiu quando chegou ao topo do ténis. “Não senti o impacto de ser número um no imediato. Apenas senti quando cheguei a Wimbledon e existia a expectativa de que podia ganhar um título muito importante. Foi em Londres que percebi que tinha a mente, vontade e coração para ser número um”, admitiu.

O vencedor de 14 títulos do Grand Slam considerou igualmente que a carreira pode ter durado menos… graças à liderança do ranking. “A única vez que trabalhei no duro para ser número um foi em 1998. Perdi e recuperei a liderança várias vezes. Joguei mais na Europa para quebrar a marca do Jimmy Connors de cinco anos seguidos a terminar como primeiro. Quando saí do topo no final de 2000 não estava triste”, confessou.

“Não tinha nada a provar e estava bem a ser número dois ou número três. Custou-me muita energia, vontade e impulso para manter o ranking e para ganhar muitos encontros. Quem sabe ser número um durante tanto tempo tenha diminuído a duração da minha carreira”, concluiu Sampras.