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Sabalenka: «O calendário é uma loucura e não protege as jogadoras»
Aryna Sabalenka assumiu um papel de liderança no balneário feminino ao criticar abertamente o atual regulamento da WTA, após garantir o apuramento para os quartos de final do WTA 500 de Brisbane, com uma vitória sólida frente a Sorana Cirstea. A bielorrussa voltou a abordar um tema sensível no circuito: a sobrecarga do calendário e as multas aplicadas às jogadoras que falham torneios obrigatórios.
“A época é uma loucura, isto não é bom para nós. Vemos muitas jogadoras a lesionarem-se”, afirmou de forma direta. “As bolas são muito pesadas e cada uma tem a sua própria luta. Quando a Serena jogava, as regras eram diferentes. Agora o calendário é muito mais pesado”.
Sabalenka revelou que foi penalizada na época passada. “Este ano fui multada com pontos por não jogar WTA 500 suficientes, tal como a Iga. Se jogas sete torneios e ganhas todos, ótimo, mas isso não se pode prever”, explicou, sublinhando a rigidez do sistema.
A número dois mundial admitiu que, para proteger o corpo, por vezes abdica do circuito de pares. “As regras dos torneios obrigatórios são complicadas. Não podemos falhar WTA 1000, o que torna tudo ainda mais difícil. O circuito protege os seus interesses, mas não está focado em proteger-nos a nós”, criticou.
Sobre o encontro frente a Cirstea, Sabalenka mostrou-se satisfeita. “Foi um grande jogo, ela pressionou muito. Mantive-me concentrada do início ao fim, porque a Sorana pode voltar ao jogo a qualquer momento”.
Questionada sobre a expressão séria no início do encontro, respondeu com humor: “É simplesmente a minha cara, nasci com ela”, disse entre risos. “No início procurei ritmo, depois fui melhorando”.
Apesar de ceder apenas sete jogos em dois encontros, Sabalenka reconhece que ainda não está no seu melhor. “Há sempre espaço para melhorar. Quero continuar a experimentar coisas novas e ser uma jogadora melhor do que antes”, concluiu.
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