Sabalenka e o protesto: «Sou a número 1 do Mundo. Tenho de lutar por todos os jogadores»
PARIS. FRANÇA. Aryna Sabalenka assumiu esta sexta-feira um papel de destaque na contestação dos jogadores aos torneios do Grand Slam, defendendo uma distribuição mais justa das receitas e deixando claro que a hipótese de um boicote continua em cima da mesa. A número um mundial limitou a sua conferência de imprensa no Media Day de Roland Garros a cerca de 15 minutos, em linha com a ação concertada dos tenistas.
A bielorrussa explicou que a luta não é pelos jogadores mais mediáticos, mas sim pelos que enfrentam maiores dificuldades financeiras no circuito. “Tudo isto não é sobre mim. É sobre os jogadores que estão mais abaixo no ranking, aqueles que sofrem. Não é fácil viver no mundo do ténis com a percentagem de dinheiro que recebemos. Como número um do mundo, sinto que devo dar o exemplo e lutar por essas jogadoras e jogadores”, afirmou.
Questionada sobre a possibilidade de um boicote, Sabalenka não recuou. “Mantenho todas as palavras que disse. Tentámos fazer isto de uma forma respeitosa. Não é contra a imprensa. Estamos apenas a lutar por uma percentagem mais justa”, sublinhou.
No plano competitivo, a campeã de três torneios do Grand Slam garantiu chegar a Paris nas melhores condições físicas da temporada. “Fisicamente sofri um pouco no início da época de terra batida, mas agora sinto-me a 100 por cento. Fizemos uma excelente recuperação e sinto-me pronta para dar tudo”, assegurou.
Sabalenka destacou ainda a evolução do seu controlo emocional em campo. “As emoções estavam a destruir o meu ténis. O meu nível baixava muito quando reagia de forma exagerada. Foi uma das maiores melhorias da minha carreira e ajudou-me a subir o nível”, explicou.
Quanto aos objetivos para Roland Garros, não deixou margem para dúvidas. “Todas as jogadoras que estão aqui procuram a mesma coisa. Estou pronta para lutar e espero fazer ainda melhor do que no ano passado”, concluiu.