Sabalenka e a luta dos tenistas: «Não estamos a fazer isto por nós, mas por todo o circuito»

Por José Morgado - June 27, 2026
Sabalenka

Aryna Sabalenka voltou a defender a posição dos jogadores na disputa com os torneios do Grand Slam sobre a distribuição das receitas, sublinhando que a reivindicação vai muito além dos interesses das principais figuras do circuito. A número um mundial acredita que o recente aumento dos prémios monetários representa apenas um primeiro passo, esperando que as negociações conduzam a um acordo mais justo para todos.

“É um excelente começo que tenham aumentado os prémios monetários. Mas, se analisarmos a evolução dos últimos dez anos, percebemos que praticamente não houve mudanças. Espero sinceramente que nos possamos sentar à mesa, negociar e chegar a um acordo que satisfaça todas as partes,” afirmou na antevisão de Wimbledon.

A bielorrussa fez questão de responder às críticas dirigidas aos jogadores, garantindo que a luta pretende beneficiar sobretudo os atletas com menores recursos financeiros. “Não estamos a fazer isto por nós. Estamos a fazê-lo por todos aqueles jogadores que mal conseguem pagar um treinador. A vida não é fácil para quem está mais abaixo no ranking e estamos a lutar por eles,” explicou.

Sabalenka revelou ainda que voltou a trabalhar com a psicóloga que já a tinha acompanhado no passado, considerando essencial ter alguém com quem possa partilhar as emoções antes de um torneio da importância de Wimbledon. “O ténis é, em grande parte, um desporto mental. Precisava de alguém com quem pudesse libertar os meus pensamentos e limpar a cabeça antes de um torneio tão importante,” confessou.

A líder do ranking comentou também o regresso de Serena Williams à competição, mostrando entusiasmo por voltar a ver a norte-americana em ação. “É fantástico. O regresso da Serena vai atrair ainda mais atenção para o ténis e isso é muito positivo para o nosso desporto. Estou muito entusiasmada por vê-la jogar,” concluiu.

Sabalenka inicia agora a campanha em Wimbledon com o objetivo de conquistar, pela primeira vez, o título na relva londrina.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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