Raducanu lembra infância: «A minha mãe meteu-me no ballet mas eu era um elefante»

Por Pedro Gonçalo Pinto - June 3, 2022

Emma Raducanu saltou para a ribalta num ápice. A jovem campeã do US Open rapidamente passou a ver os seus resultados serem escrutinados, mas numa entrevista ao Telegraph desvalorizou isso e falou mais sobre o outro lado da sua vida. Confessou mesmo que a mãe tentou inscrevê-la noutras atividades quando era mais nova… mas sem sucesso.

COMO É A SUA VIDA

Sou uma pessoa muito normal, a minha mãe está sempre a gritar para eu ir lavar a cara. Se não o dissesse deve ser porque eu não iria. Sou um rapariga normal de 19 anos, embora esteja em casa apenas dois ou três dias por mês. O meu quarto é um desastre. Quase sempre estou a treinar, a fazer e desfazer malas… Parece que explodiu lá uma bomba.

POUCAS VITÓRIAS

Sei que não tenho tido bons resultados, mas não faz mal, é algo normal neste desporto. Muitas jogadoras estão a jogar bem contra mim. Assim vou melhorar mais rápido a cada dia, estou obrigada a ter o meu melhor nível cada vez que vou para o court.

DO QUE GOSTA

Era tímida quando era pequena, mas encontrei confiança para fazer isto e comecei a amar o ténis com todas as minhas forças. A minha mãe meteu-me no ballet com o resto da miúdas mas eu era um elefante. Gostava das emoções fortes, como desportos motorizados. Aliás, continuo sem gostar de pintar as unhas ou assim, prefiro ver corridas.

ESQUECE QUE É CAMPEÃ DO GRAND SLAM

Muitas vezes esqueço que sou campeã do Grand Slam. Devia lembrar-me mais vezes, acordar e sentir-me orgulhosa pelo que já fiz em vez de passar mal pelo que os outros dizem. Acordo a pensar em como comecei a jogar ténis quando era criança, no sonho que tinha de vencer Grand Slams. Quero muito mais, mas não me posso esquecer disso no caminho.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt
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