Polémica em Paris: jogadores vão boicotar televisões em protesto por mais prize-money
PARIS. FRANÇA. Os principais nomes do circuito mundial de ténis vão avançar com uma ação de protesto durante Roland Garros, numa nova etapa da pressão exercida sobre os organizadores dos Grand Slams para aumentarem os prémios monetários e implementarem reformas na modalidade.
Depois de, em Roma, algumas estrelas como Aryna Sabalenka e Coco Gauff terem admitido a possibilidade de um boicote a um torneio do Grand Slam, os jogadores optaram agora por uma forma de contestação menos radical.
Segundo informações avançadas pelo ‘New York Times’, os tenistas abandonarão as conferências de imprensa pré-torneio ao fim de apenas 15 minutos e recusarão conceder entrevistas aos meios oficiais de Roland Garros, bem como aos detentores dos direitos televisivos do torneio (TNT Sports e Eurosport). Apenas serão realizadas as habituais entrevistas rápidas em court após os encontros, evitando assim possíveis multas.
A resposta da Federação Francesa de Ténis não tardou. Em comunicado, a entidade lamentou a decisão dos jogadores, mas mostrou abertura para o diálogo e confirmou uma reunião para 22 de maio com representantes do grupo.
Os encontros contarão com a presença do presidente da federação, Gilles Moretton, da diretora do torneio, Amélie Mauresmo, e de Larry Scott, antigo dirigente da WTA que assessora os jogadores. Também estão previstas reuniões futuras com representantes de Wimbledon e do US Open.
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