Creio que, quando me encontro nessas situações limite, a minha personalidade ajuda-me a manter a calma. Quero dizer, há momentos em que talvez, em certas ocasiões, pudesse ser um pouco mais enérgica para me motivar… Não sei, talvez nos primeiros jogos do terceiro set, como se tivesse tido um pouco mais de energia para ultrapassar esses jogos, para passar a mensagem de que entro em campo com tudo, com muita energia e coisas desse género. Acho que, por vezes, posso fazer melhor, mas também acredito que, quando estou em baixo, a minha personalidade tira-me de muitas situações, porque não fico excessivamente stressada e não creio que o demonstre.
NUNCA IR A BAIXO
Por vezes, os jogadores podem alimentar-se da energia e das emoções dos outros e se eu não estiver a contribuir muito, acho que às vezes pode ser difícil para um jogador perceber como me estou a sentir. Isso ajuda-me a pensar com muita clareza quando estou numa situação difícil. E, na verdade, senti que tive de recorrer a isso hoje, porque houve momentos em que sentia que não estava a pensar bem dentro de campo, fosse qual fosse a razão. E tive de me concentrar para encontrar esse estado de espírito, esse estado mental de resolução de problemas. E acho que, se nos deixarmos levar pelas emoções, torna-se muito difícil fazê-lo às vezes, pelo menos para mim.
HORAS EXTRA EM COURT
Tenho a certeza, vai afetar-me a longo prazo, mas não me importo de ter todos estes jogos difíceis agora. Acho que, a certa altura, é algo de que precisamos em terra batida. Até fico um pouco contente por estar a acontecer agora e não daqui a um mês, quando de repente tiver de jogar estes jogos difíceis e não tiver as pernas em forma nem os pulmões preparados, e tudo isso. Assim, poder passar por tudo isto, tanto a nível mental como físico, jogando jogos e habituando-me à terra batida desde já, acho que é o melhor cenário possível.