Oficial: treinadores já podem fazer coaching nas bancadas no circuito WTA

Por Susana Costa - January 27, 2020
Mouratoglou

Quando, na final feminina do Open dos Estados Unidos de 2018, o incidente que envolveu Serena Williams o árbitro de cadeira Carlos Ramos correu meio mundo – senão inteiro – Patrick Mouratoglou, disse estar confiante de que não demoraria muito até que fosse permitido aos treinadores darem indicações às suas jogadoras a partir da bancada (coaching) sem que fossem penalizados.

Esse dia chegou. Ou melhor, está a chegar. Os torneios do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Budapeste, na Hungria, que se realizam de 17 a 22 de fevereiro marcam o arranque da nova regra do circuito feminino. Esta norma “Vai permitir que os treinadores dêem indicações às suas jogadoras como já acontece sem serem punidos. Treinar a partir do camarote é agora permitido, quando a jogadora estiver do mesmo lado do court que o treinador, seja através de palavras de encorajamento ou outro tipo de palavras, ou mesmo  com sinais com as mãos”, confirmou a WTA à ESPN.com.

Para a Associação de Ténis Feminino, a regra não vem fazer mudanças realmente significativas no decorrer dos encontros, já que o coaching já existia, ainda que sujeito a penalização. Para Darren Cahill, treinador de Simona Halep, a regra já vem tarde, sobretudo nos Grand Slams. “Eu sou a favor”, admitiu. “Permitir o coaching nos grandes torneios é importante. Acho que elas podem ir mais longe e fazer mais. É importante que evoluamos. Sou realmente a favor. Acho que o WTA está fazendo a coisa certa”.

A favor está também o antigo número um mundial e comentador Mats Wilander, porque, defende, o coaching “já acontece”. “Vimos o caso da Serena e Patrick Mouratoglou, que colocaram a questão em primeiro plano. Para mim, é positivo que aconteça, desde que não seja feito muito alto e se ouça no court todo. É uma ótima decisão do WTA”.

 

 

 

 

Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tal que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo e um Secundário dignamente enriquecido com caderno cujas capas ostentavam recortes de jornais do Lleyton Hewitt. Entretanto, ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.
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