O dia em que perder acabou por salvar a vida a Aljaz Bedene

Por Bola Amarela - Janeiro 9, 2021
Aljaz-Bedene
Britain’s Aljaz Bedene looks on during his match against Spain’s Rafael Nadal during the Monte-Carlo ATP Masters Series Tournament, on April 13, 2016 in Monaco. AFP PHOTO / VALERY HACHE / AFP / VALERY HACHE (Photo credit should read VALERY HACHE/AFP/Getty Images)

Nos dias que correm, Aljaz Bedene tem 31 anos e está firme dentro do top 100, na 58.ª posição. Mas o esloveno teve de subir a pulso e houve altura em que colocou mesmo o corpo em risco apenas para conseguir disputar mais um encontro. Segundo um relato do próprio, houve até uma ocasião em que jogou com uma apendicite durante o qualifying do US Open, sendo que uma derrota… acabou por ser o melhor que lhe podia ter acontecido.

“Não conseguia ganhar muito dinheiro em 2012, quando entrei no top 100, então cada jogo era importantíssimo, especialmente os do Grand Slam. Estava no qualifying do US Open e houve uma paragem devido à chuva, quando me começou a doer o estômago. Pensei que tinha fome. Ganhei o meu jogo e fomos comer. Apenas conseguia andar e tive que me deitar, com muitas dores no abdómen. Tentei dormir, mas tinha muitas dores e fomos ver o médico, que disse que tinha apendicite e não devia jogar o encontro seguinte. Realmente não saber de que forma a apendicite podia afetar o meu corpo porque tinha que ganhar. Tinha de esquecer a dor porque precisava do dinheiro”, explica, num relato emocionante.

Certo é que a parte mais forte e difícil ainda estava a chegar. “Perdi o primeiro set e ganhei o segundo. Comecei a sentir cãibras no início do terceiro set e pedi um tempo médico. Em qualquer outra situação tinha-me retirado, mas não pensava de forma clara: precisava do dinheiro. Tive match point e o adversário cometeu um erro, mas o juiz de linha não chamou a bola fora. Perdi no tie-break. Senti-me dececionado e tinha uma dor brutal no abdómen. Fomos logo ao hospital e disseram-me que tinha de ser operado. Se tivesse ganho, tinha continuado a jogar. Fui um sortudo naquele dia: pode ter-me salvado a vida”, remata o esloveno.