Murray rendido a Draper: «Impressionou-me mais do que esperava»

Por José Morgado - June 18, 2026
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Andy Murray continua a manter uma forte ligação ao ténis. Depois da experiência como treinador de Novak Djokovic, o antigo número um mundial aceitou agora integrar a equipa de Jack Draper durante a temporada de relva, numa parceria que terá como principal objetivo preparar o britânico para Wimbledon. Apesar de ter manifestado várias vezes a intenção de passar mais tempo com a família e reduzir as viagens constantes do circuito, Murray encontrou na proposta de Draper as condições ideais para regressar temporariamente ao papel de treinador.

“Gosto muito do Jack e quis ajudá-lo quando me perguntou se podia. Mas fui muito claro sobre o que podia e não podia fazer. Viajar todas as semanas durante a temporada não é algo que queira fazer neste momento”, explicou o escocês em entrevista ao The Telegraph.

A proximidade geográfica foi um fator decisivo para a aceitação do convite. “O facto de viver a apenas 30 minutos permite-nos passar muito mais tempo juntos. Com um jogador de Espanha ou dos Estados Unidos isso simplesmente não funcionaria”, acrescentou.

Draper, de 24 anos, atravessa uma fase complicada da carreira. Depois de uma primeira metade de 2025 de grande nível, marcada pelo título em Indian Wells e pela final em Madrid, uma série de lesões afastou-o da competição durante largos meses. Atualmente, procura recuperar o ritmo competitivo e regressar ao seu melhor nível. Murray acredita que o potencial do compatriota continua intacto. “O ténis dele é extraordinário. Está finalmente a recuperar fisicamente e o próximo passo é voltar à competição, ganhar ritmo e recuperar a confiança no corpo”, afirmou.

O antigo campeão de Wimbledon revelou ainda ter ficado impressionado com a qualidade apresentada por Draper nos treinos. “Aprende muito depressa, tem poucos pontos fracos e é um jogador mais completo do que eu imaginava”, concluiu.

A estreia de Draper está prevista para o ATP de Eastbourne, antes do grande objetivo da temporada: Wimbledon.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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