Murray defende lugar na história: «Não era só o Big Three»

Por José Morgado - December 3, 2025
big4

Num momento em que apenas Novak Djokovic continua a representar o lendário «Big Three», as memórias da era dourada do ténis começam a viver sobretudo através de entrevistas, documentários e recordações. Mas Andy Murray, frequentemente apontado como o elemento “extra” dessa geração, voltou a defender o seu papel nesse capítulo histórico.

Em entrevista ao The Tennis Podcast, o escocês recordou os anos em que rivalizou de igual para igual com Djokovic, Federer e Nadal, especialmente entre 2011 e 2012, período em que monopolizaram as fases finais dos maiores torneios mundiais. Apesar de reconhecer que o seu currículo está abaixo do trio dominante, Murray recusa a ideia de que o seu nome deva ser apagado dessa equação.

“Estou plenamente consciente de onde me encontro na hierarquia. Sei que o que eles conquistaram supera tudo o que eu fiz em campo. Mas houve uma fase da minha carreira em que a maioria dos grandes eventos — Grand Slams, Masters 1000, Jogos Olímpicos ou Taça Davis — era vencida por um de nós quatro. Sim, na maioria das vezes eram eles… mas não sempre”, explicou Murray, lembrando o seu impacto para além dos títulos do Grand Slam.

O antigo número um mundial abordou também a polémica em torno da sua presença na cerimónia de homenagem a Rafael Nadal em Roland Garros, onde se juntou a Federer e Djokovic na despedida do espanhol. Para alguns, Murray não deveria estar ao lado dos três gigantes. A resposta do britânico não deixou margem para dúvidas.

“Eu não pedi para estar lá. O próprio Rafa pediu que eu fosse. Quando dizem: “O que é que ele está ali a fazer?”, penso: ‘Não fui eu que me convidei’. Se era o que o Rafa queria, então perfeito. Se não me quiserem noutras ocasiões, também está tudo bem. Nunca forçarei a minha presença”, afirmou.

Uma posição firme de Murray, que exige que o seu legado seja visto com o peso que realmente teve.

Leia também:

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.