Medvedev recorda os seus inícios: «Em casa imaginava-me a jogar contra Federer ou Nadal»

Por Rodrigo Caldeira - June 25, 2026

Daniil Medvedev nunca foi um menino prodígio do ténis. Ao contrário de outros grandes campeões da sua geração, o russo não dominou o circuito júnior nem surgiu desde muito jovem como uma futura estrela. No entanto, a sua evolução constante acabou por levá-lo até ao número 1 do ranking ATP, um percurso que agora recordou numa entrevista concedida à ATP.

O ex-número um do mundo confessou que o sonho de alcançar o topo esteve sempre presente, embora nunca tenha perdido a perspetiva de avançar passo a passo.

edvedev também recordou com carinho os seus primeiros anos de infância, quando passava horas a bater com uma bola contra a parede do seu apartamento enquanto imaginava defrontar os seus grandes ídolos. “Quando era muito pequeno, jogava contra a parede no meu apartamento. Os meus pais odiavam-me por isso. Batia com a raquete em todas as paredes e acabavam completamente marcadas. Enquanto jogava, imaginava sempre que estava a defrontar o Roger Federer ou o Rafa Nadal.”

Longe de ser uma das grandes promessas do ténis mundial, o russo reconhece que nunca ocupou os primeiros lugares do ranking júnior e que muito poucas pessoas acreditavam que pudesse chegar à elite. Nunca fui o melhor júnior. Sempre fui um bom jogador, mas nunca ocupei o número um em nenhuma dessas classificações. Estive sempre um pouco na sombra e acho que, se perguntares às pessoas que me conheciam na altura, incluindo os meus treinadores, se lhes tivesses dito que um dia seria top 10, provavelmente teriam respondido: ‘Bem, no ténis tudo é possível’.”

Essa condição de aspirante silencioso acabou por se tornar uma motivação para o próprio Medvedev, que nunca precisou dos holofotes mediáticos para crescer como jogador. Mas duvido que houvesse muita gente que pensasse que chegaria a número um do mundo. As pessoas não me consideravam uma grande promessa, mas eu sempre gostei de ser o outsider”, confessou.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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