McEnroe duvida de Alcaraz: «Vai ser difícil aproximar-se dos números de Djokovic e Federer»

Por Tomás Almeida - October 6, 2026
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Carlos Alcaraz conquistou pelo segundo ano seguido o ATP 500 de Tóquio, naquele que foi apenas o seu segundo torneio no regresso após a longa paragem causada pela lesão no pulso, e garantiu com isso mais uma série de registos históricos.

O jovem craque espanhol não teve uma caminhada propriamente tranquila em solo japonês mas foi mostrando enorme capacidade de superação para ultrapassar os obstáculos até à final, onde aí protagonizou a exibição mais competente e sólida da semana, batendo Jiri Lehecka em dois sets para levantar o 27.º título da carreira.

Com apenas 23 anos, Alcaraz já possui sete Majors e não pára de quebrar recordes de precocidade, sendo que, esta temporada, no Open da Austrália, tornou-se o tenista mais jovem de sempre a completar o Grand Slam de carreira. No entanto, há quem acredite que a evolução do ténis e dos próprios jogadores afetará as chances de Alcaraz ao longo dos próximos anos.

No podcast ‘Off Court’, John McEnroe destacou um fator crucial que pode atrapalhar as aspirações do espanhol na tentativa de igualar os recordes de jogadores como Federer e Djokovic.

“Na minha opinião, um dos motivos pelos quais será tão difícil para o Carlos aproximar-se dos números de Novak e Roger é que existem jogadores gigantescos, como Shelton, capazes de entrar em court e jogar encontros incríveis. Às vezes, eles até conseguem tomar a iniciativa e frustrá-lo.”, afirmou.

Ainda assim, McEnroe não está muito preocupado com a derrota de Alcaraz para Shelton no US Open, uma vez que acredita que se deveu ao contexto e à falta de ritmo do espanhol, combinada com o excelente momento de forma do norte-americano. “A ve-lo jogar, não parecia que tivesse perdido a competitividade. Essa falta de ritmo, se é que podemos chamar assim, ficou evidente quando ele enfrentou um adversário superior que estava a jogar o melhor ténis da sua vida.”, acrescentando: “Quero agradecer ao Carlos por ter vindo jogar aos Estados Unidos, o seu regresso foi extremamente importante para o US Open.”

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
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