Alcaraz senta-se na mesa das lendas: os números impressionantes do espanhol após mais um título

Por José Morgado - October 6, 2026
Alcaraz

Carlos Alcaraz já não precisa de apresentações. Aos 23 anos, o espanhol começa a precisar, isso sim, de listas históricas para enquadrar aquilo que está a fazer no circuito. A vitória sobre Jiri Lehecka na final de Tóquio, por 7-6(4) e 6-4, permitiu-lhe revalidar o título no Japão e conquistar o 27.º troféu da carreira. Foi também o terceiro título da temporada e o primeiro desde o regresso à competição após a longa paragem provocada pela lesão no pulso.

Alcaraz reconquista Tóquio e volta aos títulos oito meses depois

Mas o mais impressionante está no que esse 27.º título representa quando colocado em perspetiva.

MAIS TÍTULOS ENTRE OS JOGADORES EM ATIVIDADE:

Djokovic, 101 (antes da final de Pequim)
Sinner, 30
ALCARAZ, 27
Zverev, 26
Medvedev, 24

Alcaraz ultrapassou Alexander Zverev e volta a ser o terceiro jogador em atividade com mais títulos de nível ATP. À sua frente estão apenas Novak Djokovic e Jannik Sinner.

JOGADORES ESPANHÓIS COM MAIS TÍTULOS NA ERA OPEN

Nadal, 92
Orantes, 34
Ferrer, 27
ALCARAZ, 27
Moya, 20

Alcaraz igualou David Ferrer no terceiro lugar desta classificação. Tem agora os mesmos 27 títulos de um dos jogadores espanhóis mais consistentes de sempre — e alcançou esse número com apenas 23 anos. A distância para Manuel Orantes, segundo classificado com 34 troféus, já é de apenas sete títulos. No topo está Rafael Nadal, com uns impressionantes 92.

JOGADORES COM MAIS TÍTULOS ATP 500

Federer, 16
Nadal, 15
Djokovic, 14
ALCARAZ, 10
Murray, 9

Com dez títulos ATP 500, Alcaraz tornou-se apenas o quarto jogador a atingir esta marca, ficando atrás apenas de Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic. Pelo caminho, deixou para trás Andy Murray.

Três listas diferentes, três perspetivas diferentes e a mesma conclusão: aos 23 anos, Carlos Alcaraz já está entre os maiores vencedores do ténis masculino.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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