Massu elogia Hurkacz: «A ética de trabalho dele é impressionante»

Por José Morgado - Janeiro 10, 2026
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Depois de ter passado pelo bloco operatório em julho passado para tratar uma grave lesão no joelho direito, Hubert Hurkacz iniciou um longo e exigente processo de recuperação. Sem atalhos nem soluções milagrosas, o polaco teve de se agarrar à paciência, ao trabalho diário e ao tempo para voltar a acreditar que poderia regressar ao seu melhor nível. Ao seu lado esteve sempre Nicolás Massú, treinador e figura-chave em todo o processo.

“Estou muito, muito feliz. Vivemos momentos realmente complicados”, confessou Massú, emocionado. “Quando ficas fora do circuito durante sete meses, precisas de uma paciência enorme. É muito tempo, exige que sejas muito forte mentalmente. Não é nada fácil.” O chileno destacou a dificuldade de manter a fé durante a recuperação: “Os dias são longos, há muito tratamento, muita reabilitação. Manter a crença constante é complicadíssimo.”

Apesar das dúvidas naturais, Hurkacz regressou à competição sem limitações físicas e deixou sinais claros na United Cup 2026, ao vencer Alexander Zverev e Tallon Griekspoor. Para Massú, o segredo esteve na disciplina total do seu pupilo. “A ética de trabalho dele é impressionante. Segue tudo o que lhe dizemos a 100%. Se tem de fazer algo, faz e ainda vai mais além”, afirmou. “Não é só em campo: preocupa-se com a alimentação, com os tratamentos, com os alongamentos. Quando trabalhas assim, as coisas boas acabam por voltar.”

O treinador sublinhou ainda que nunca houve pressa no regresso. “Ouvimos as pessoas certas e nunca quisemos precipitar nada. A minha experiência diz-me que, no fim do túnel, há sempre luz, se mantiveres a fé.”

Confiante no futuro, Massú não esconde a ambição: “O Hubert é um grande talento, um jogador muito completo. Se estiver saudável, acredito sinceramente que podemos voltar a lutar por grandes títulos. Nada é impossível com esta mentalidade.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com