Marcus Willis: «Nunca vou ser magro, não fui feito para o ténis»

Por José Morgado - March 19, 2020
willis

Marcus Willis, britânico que em 2016, quando era praticamente amador e dava umas aulas de ténis nas horas vagas, chocou tudo e todos ao vir do pré-qualifying até à terceira ronda de Wimbledon — onde só perdeu com Roger Federer –, está de volta ao quase anonimato. Algumas lesões e polémicas desmotivaram-no para jogar singulares, mas é na variante de pares que agora espera ter uma carreira interessante nos próximos tempos, assim que o coronavírus decidir cooperar.

O britânico assume em entrevista ao ‘Daily Mail’ que não tem o corpo ideal para a modalidade, mas assegura que vai continuar a jogar… porque gosta. “Depois de Wimbledon 2016 sofri de uma espécie de ressaca. Sentia que nunca mais conseguiria fazer algo como aquilo na vida. E confirmou-se. Não foi fácil lidar com isso”, confessou, antes de falar abertamente sobre… o seu peso. “Joguei um Challenger com 112 quilos e ainda assim fiz um bom torneio, ganhando quatro encontros. Nunca vou ser magro, não tenho genética para jogar ténis, mas amo este desporto”.

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E agora, o que pensa fazer da sua carreira? “Perdi algumas oportunidades por ser pouco disciplinado. Custou-me durante muito tempo perceber que a minha vida tinha de ter regras ao nível da comida e do sono. Mas acredito que ainda posso fazer bons resultados, especialmente em pares”.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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