Madison Keys rejeita ideia de um quadro ‘aberto’ em Wimbledon
Madison Keys garantiu a presença na terceira ronda de Wimbledon, depois de ultrapassar Kayla Day e Katie Swan, e aproveitou a conferência de imprensa para desvalorizar um dos temas mais discutidos em torneios do Grand Slam: a ideia de que um quadro se torna mais acessível quando as principais favoritas são eliminadas.
A norte-americana, atual campeã do Open da Austrália, recordou o percurso até ao seu primeiro título do Grand Slam para sustentar a sua posição. “Houve torneios em que parecia que o quadro se tinha aberto e acabávamos por perder. Na Austrália tive um dos percursos mais difíceis da minha carreira e foi precisamente esse torneio que consegui vencer.”
Keys considera que a queda das cabeças de série não facilita automaticamente o caminho para as restantes jogadoras, sublinhando que essas surpresas acontecem porque há adversárias a apresentar um nível muito elevado. “Quando o quadro se abre, esquecemo-nos de que isso acontece porque outras jogadoras estão a competir realmente bem e a eliminar as mais cotadas. Isso não significa que o caminho fique mais fácil.”
A tenista destacou ainda a crescente competitividade do circuito feminino, defendendo que a profundidade do ténis atual torna cada encontro um verdadeiro desafio. “A profundidade do ténis feminino cresceu imenso e, hoje em dia, praticamente todos os quadros parecem extremamente difíceis.”
Na próxima ronda de Wimbledon, Madison Keys terá pela frente Amanda Anisimova, num duelo entre duas norte-americanas por um lugar nos oitavos de final.