López direto sobre Alcaraz-Ferrero: «Ainda havia muito para dar»
Um mês e meio depois da mediática separação entre Carlos Alcaraz e Juan Carlos Ferrero, o tema continua a gerar debate no mundo do ténis, sobretudo após o triunfo do jovem espanhol no Open da Austrália. A forma como ambos geriram publicamente o fim da parceria tem alimentado opiniões diversas entre antigos jogadores, treinadores e comentadores.
“Pareceu-me uma decisão precipitada. Sempre senti que o Carlos ainda precisava muito do Juan Carlos, mesmo sabendo que ele tem qualidade suficiente para ganhar sozinho”, afirmou o antigo tenista espanhol. Ainda assim, sublinhou: “A prova está aí — foi à Austrália e ganhou. Isso mostra o nível extraordinário que tem.”
Sobre a gestão pública da rutura, López relativizou: “Cada pessoa vive estas situações à sua maneira. Há quem fale mais, há quem prefira guardar para si.” E acrescentou: “Tenho a certeza de que o Alcaraz está infinitamente agradecido ao Ferrero, mesmo que não o diga publicamente.”
A polémica intensificou-se quando Ferrero admitiu a possibilidade de vir a trabalhar com outros jogadores, incluindo Jannik Sinner, algo que gerou críticas no circuito. Também Toni Nadal estranhou a ausência de uma referência pública de Alcaraz ao antigo treinador após o título.
Para López, a solução é simples: “Há demasiado ruído à volta disto tudo. Quando uma relação é tão intensa, o tempo costuma ser o melhor remédio.”
O ex-tenista recordou ainda a sua geração, marcada por forte concorrência, deixando uma última reflexão: “Dizer que houve épocas mais competitivas não tira mérito aos jogadores de hoje. O ténis continua cheio de talento e grandes rivalidades.”
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