Kostyuk continua a quebrar barreiras em Wimbledon: «Vou guardar o mortal para quando conquistar o meu primeiro Grand Slam»

Por Rodrigo Caldeira - July 7, 2026

Marta Kostyuk continua a dar passos de gigante na temporada de 2026. A ucraniana qualificou-se para os quartos de final de Wimbledon, depois de superar com autoridade Ashlyn Krueger, confirmando que a extraordinária meia-final alcançada em Roland Garros não foi obra do acaso. Aos 24 anos, atravessa o momento de maior maturidade da sua carreira e está a afirmar-se como uma das jogadoras mais consistentes do circuito.

A vitória em Londres representa mais um marco para uma tenista que parece determinada a explorar os seus próprios limites. Depois de vários anos a alternar exibições brilhantes com alguma irregularidade, Kostyuk encontrou finalmente a estabilidade necessária para competir de igual para igual com as melhores jogadoras do mundo, em qualquer superfície.

Após o encontro, Kostyuk protagonizou ainda um dos momentos mais divertidos do dia ao falar do já famoso mortal para trás que costuma fazer em algumas celebrações, uma habilidade que herdou da infância, quando praticava ginástica. No entanto, deixou claro que os adeptos ainda terão de esperar para voltar a vê-lo.

“Há algumas semanas falámos sobre o mortal para trás. Há pessoas que mo pedem sempre que ganho um jogo”, comentou entre risos. “Respondo-lhes sempre: ‘Estou a guardá-lo para o dia em que conquistar o meu primeiro título do Grand Slam’. Espero poder fazê-lo um dia.”

A resposta espelha a enorme ambição com que encara esta fase da carreira. Marta Kostyuk já não se contenta apenas com bons resultados pontuais; quer lutar pelos títulos mais importantes do circuito e começa a falar desse objetivo com total naturalidade.

A evolução demonstrada por Kostyuk nos últimos meses convida ao otimismo. Depois de alcançar as meias-finais de Roland Garros e, agora, os quartos de final de Wimbledon, a ucraniana confirma uma clara evolução competitiva e prova que o seu ténis já é capaz de se adaptar com sucesso a contextos muito diferentes.

Faltam apenas três vitórias para que esse simbólico mortal para trás finalmente veja a luz do dia. Se mantiver o nível exibido até agora, ninguém se atreve a excluir a possibilidade de Londres a aproximar um pouco mais da concretização desse sonho.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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