Bublik ‘esquece-se’ de Djokovic entre os favoritos a Wimbledon

Por Rodrigo Caldeira - July 7, 2026
bublik

Alexander Bublik colocou um ponto final na sua campanha em Wimbledon 2026, ao ser derrotado por Taylor Fritz nos oitavos de final, pelos parciais de 7-6 (8-6), 6-4 e 6-4. O cazaque, que chegava ao encontro depois de ultrapassar uma exigente batalha na ronda anterior frente a Frances Tiafoe, reconheceu que o desgaste físico acabou por pesar e admitiu, sem rodeios, a superioridade do adversário na relva do All England Club.

“Já não tinha muito combustível no depósito depois do jogo frente ao Frances, mas fiz tudo o que pude para me preparar e lutei até ao fim”,explicou Bublik na conferência de imprensa. O número um do Cazaquistão lamentou, sobretudo, o desfecho do primeiro set, no qual desperdiçou uma vantagem de break antes de acabar por ceder no tie-break. “Foi nesse momento que senti que tinha deixado escapar o set por culpa de um erro meu”, confessou.

Apesar da derrota, Bublik não poupou elogios a Taylor Fritz, que considera um dos especialistas mais perigosos do circuito nesta superfície. Há apenas um jogador que está acima de todos aqui, que é o Jannik Sinner. Tirando-o da equação, acho que todos os outros estão a um nível bastante semelhante. O Taylor é, sem dúvida, um dos adversários mais perigosos que enfrentei em relva”, afirmou.

O cazaque destacou a qualidade do ténis apresentado pelo norte-americano, capaz de conceder muito poucas oportunidades ao longo de todo o encontro. “Jogou de forma muito sólida, cometeu muito poucos erros e deu-me muito poucas oportunidades. Foi claramente melhor do que eu”, resumiu.

Bublik recordou ainda que Fritz já o derrotou por três vezes em relva, uma superfície que considera perfeita para o estilo de jogo do norte-americano, graças ao seu serviço poderoso e à capacidade de manter a bola muito baixa. Apesar da eliminação, o cazaque garantiu que retirará ensinamentos desta experiência e mostrou-se confiante de que regressará mais forte aos grandes palcos. “É mais um jogo do qual posso tirar lições. Da próxima vez que nos defrontarmos em relva, terei de apresentar uma versão ainda melhor de mim mesmo”, concluiu.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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