Jodar não se deslumbra: «O meu objetivo continua a ser melhorar»

Por Nuno Chaves - August 12, 2026

Rafa Jodar continua a dar passos em frente no seu primeiro ano completo no circuito e, esta terça-feira, qualificou-se para as primeiras meias-finais em Masters 1000 da carreira, em Montreal.

O jovem espanhol, com este triunfo, ficou às portas da sua estreia no top 10 mundial, no entanto, Jodar preferiu valorizar o que tem feito nos últimos meses.

A VIVER UM ANO DE SONHO

Sei que estou a fazer as coisas bem, com o meu pai e com toda a equipa que me acompanha, e tento simplesmente seguir o meu próprio caminho. Acho que essa é a chave e uma das coisas mais importantes: continuar a trabalhar e a evoluir, porque ainda tenho muito para aprender, dentro e fora do campo. Tento não dar demasiada importância a tudo o que acontece fora do torneio e concentrar-me em mim.

QUASE NO TOP 10

O meu objetivo continua a ser o mesmo: melhorar, conhecer todos os torneios no meu primeiro ano no circuito e disputar muitos jogos, se possível graças aos bons resultados. É só isso. Não tento subir no ranking, porque acho que isso é uma consequência e não deve ser a tua prioridade nem o teu principal objetivo. O meu objetivo é divertir-me em campo e desfrutar de todos os torneios que ainda são novidade para mim.

PANCADA MAIS IMPORTANTE EM HARD COURT

Todos os golpes são importantes, mas, especialmente em piso duro, acho que a resposta ao serviço é fundamental. É um aspeto em que temos vindo a trabalhar, tal como em tudo o resto. Em jogos deste nível, como uns quartos de final de um Masters 1000, tens de tentar dar o teu melhor e jogar o teu ténis. Acho que hoje fiz um grande jogo, sobretudo nos momentos mais importantes e de maior pressão. Tens de jogar o teu ténis e tentar manter-te descontraído.

VEM AÍ NAKASHIMA

É um jogador muito difícil. Se está nas meias-finais é por alguma razão, porque venceu vários jogos aqui e também na semana passada. Está a jogar muito bom ténis, por isso vou ter de preparar bem esse encontro e recuperar fisicamente, porque será mais um jogo muito exigente, como qualquer outro num Masters 1000, onde todos jogam muito bem e a um nível muito elevado.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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