João Zilhão: «Enorme orgulho por ter havido Millennium Estoril Open»

Por Bola Amarela - Maio 3, 2021
zilhao

João Zilhão, diretor do Millennium Estoril Open, fez um balanço muito positivo da edição de 2021 da prova, disputada em condições muito especiais: sem público, convidados, área corporate e nem sequer jornalistas no local.

“É um balanço de extrema satisfação, de extremo orgulho pelo evento se ter realizado. Foi um desafio enorme em termos financeiros, logísticos e operacionais para conseguir realizar o evento este ano, com estas dificuldades todas. Durante dez meses estivemos a trabalhar sobre bastantes cenários, sempre a achar que iríamos ter algum público, mas infelizmente acabámos com zero público. Dificultou imenso a contabilidade do evento, a parte financeira foi muito afetada quando um evento desta natureza não pode ter espectadores, não pode vender bilhetes nem vender camarotes. Toda a parte de patrocinadores foi extremamente afetada, porque é uma das áreas que eles mais valorizam no nosso evento, o poder convidar os seus clientes, terem os seus camarotes, a sua zona de relações públicas. Ainda assim, estamos contentes pelo evento se ter realizado com muito sucesso”, disse.

Ainda é cedo para pensar em 2022, mas a expectativa é do ‘comeback’… à normalidade. A todos os níveis. Olho para 2022 com muita esperança. Olho para daqui a 365 dias e vamos voltar a um Millennium Estoril Open muito perto da normalidade. Para mim, a normalidade é o que aconteceu entre 2015 e 2019, em que esgotamos as bancadas, tivemos a nossa área corporate a rebentar pelas costuras e um evento de enorme sucesso”

Zilhão não fugiu ao assunto de ter perdido muitas das suas principais estrelas para lesões de última hora ou prestações menos conseguidas: Tivemos cá grandes nomes. Infelizmente, alguns ou se lesionaram ou não jogaram o melhor ténis. Isso é uma coisa que não controlamos, os resultados desportivos. Em todos os torneios sabem que há surpresas, há desistências, há lesões. Faz parte de um torneio de ténis. Como tal, temos que viver com aqueles que estão com saúde e que podem realmente jogar e jogar o seu melhor”.

Bola Amarela