João Fonseca: «Na relva é preciso jogar com coragem»

Por José Morgado - July 2, 2026
Fonseca

João Fonseca continua a confirmar o seu enorme potencial em Wimbledon 2026. O jovem brasileiro, de apenas 19 anos, garantiu a presença na terceira ronda do torneio londrino depois de derrotar o neerlandês Jesper de Jong por 6-1, 7-5 e 6-4. No final do encontro, o tenista explicou as razões para se sentir cada vez mais confortável na relva, uma superfície que tradicionalmente exige um período de adaptação.

Fonseca destacou a qualidade da sua exibição e mostrou-se satisfeito com o nível apresentado. “Foi um dos melhores jogos que alguma vez fiz em relva. Senti-me muito bem na movimentação, no serviço, na resposta e nas subidas à rede. Além disso, a minha atitude mental foi muito boa desde o início.”

Para o brasileiro, a coragem é um fator decisivo neste tipo de superfície. “Na relva é preciso ser corajoso. Não se pode ter medo de deslizar ou de se movimentar. Se hesitarmos, a bola acaba por nos ultrapassar. É preciso jogar com coragem o tempo todo.» Fonseca lembrou ainda que «há muito poucas oportunidades para quebrar o serviço, por isso é preciso manter a concentração durante todo o encontro.”

Questionado sobre a crescente atenção mediática em torno da sua carreira, o jovem revelou que o apoio da família e da equipa tem sido determinante. “O que mais me ajuda são as pessoas que tenho à minha volta. Estou a partilhar uma casa com a minha família e com toda a minha equipa, e isso faz com que seja feliz dentro e fora do court.”

O brasileiro explicou ainda a forma como lida com a pressão. “Limito-me a seguir a minha rotina. Treinamos repetidamente para que, quando chega o momento do jogo, tudo aconteça de forma natural. Se somos felizes fora do court, torna-se muito mais fácil render bem dentro dele.”

Na terceira ronda de Wimbledon 2026, João Fonseca vai defrontar o russo Roman Safiullin.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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