Iga Swiatek revê temporada de 2025 e garante que vitória em Wimbledon “mudou tudo”

Por José Morgado - Novembro 29, 2025
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Divulgação/Wimbledon

A campanha de 2025 de Iga Swiatek pode ser analisada sob diferentes prismas, mas para a polaca não há qualquer dúvida: vencer Wimbledon tornou o ano um sucesso absoluto. Apesar de muitos considerarem a relva a sua superfície menos favorável, Swiatek surpreendeu o mundo ao conquistar um título que ela própria pensava estar “a anos de distância”. Em entrevista ao The Guardian, a antiga número 1 mundial refletiu sobre o impacto dessa quinzena histórica em Londres.

“Qualquer temporada em que ganhe Wimbledon, aceito sem hesitar”, afirmou de imediato. “Estou super orgulhosa deste feito, ninguém esperava que acontecesse agora. Achei que precisaria de mais alguns anos para aprender a jogar na relva e perceber como usar as minhas armas nesta superfície.”

A polaca revelou que sentiu uma evolução diária durante o torneio. “Trabalhámos muito para mudar alguns padrões tácticos que não estava a utilizar bem. Dia após dia, senti que tinha o jogo certo e limitei-me a aproveitar a oportunidade. Essa vitória mudou absolutamente tudo.” O triunfo ficou marcado por uma final avassaladora, vencida com um duplo 6-0 frente a Amanda Anisimova. “Nunca pensei no que o público estaria a pensar. Estava concentrada, não queria oferecer pontos. Era uma final de Wimbledon e queria muito ganhá-la”, explicou.

Swiatek sublinhou ainda o peso do fator mental. “Este torneio prova que o ténis é mental. Todos falaram do stress da Amanda, mas eu também estava muito nervosa. Jogar uma final na Centre Court é surreal.”

Virada para o futuro, a polaca revelou que planeia reduzir o número de torneios em 2026. “Quero falhar alguns eventos onde não tenho jogado tão bem e usar essas semanas para treinar e melhorar aspetos técnicos. Isso vai ajudar-me a competir melhor sob pressão”, garantiu. O objetivo é claro: continuar a conquistar Grand Slams e recuperar o número 1 mundial.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com