Griekspoor arrasa final do US Open e deixa farpas a Zverev: «É difícil vê-lo jogar»

Por José Morgado - September 18, 2026
Griekspoor-Zverev

Tallon Griekspoor não poupou críticas à final US Open de Alexander Zverev e Ben Shelton. O neerlandês, atual 55.º do ranking mundial, considerou a final de Nova Iorque “medíocre” e admitiu ter dificuldades em assistir aos encontros do alemão, sobretudo devido à sua rotina antes do serviço.

Em declarações à imprensa neerlandesa, Griekspoor não ficou impressionado com a final ganha por Zverev diante de Shelton. “Achei o encontro bastante medíocre. O Shelton foi muito inconsistente e ofereceu dois ou três pontos de borla por jogo. Vê-se o que uma primeira final de um Grand Slam pode fazer a um jogador.”

Sobre Zverev, bicampeão de Grand Slam desde as conquistas de Roland Garros e do US Open em 2026, o neerlandês também não foi particularmente elogioso: “O Zverev não esteve excecional, mas serviu muito bem. O tie-break do segundo set foi crucial.”

Griekspoor revelou ainda que viu apenas partes da final e explicou porquê: “Havia outros desportos a decorrer e tenho simplesmente dificuldade em ver o Zverev.” Depois, deixou uma crítica à rotina do alemão antes do serviço: “Sobretudo neste torneio, onde fez a bola saltar 400 vezes antes de cada serviço. Foi realmente extremo, mas, aparentemente, ajudou-o. Talvez devesse fazer o mesmo.”

O neerlandês também falou de Ben Shelton e considera que o norte-americano nem deveria ter chegado à final. “O Alcaraz deveria tê-lo eliminado nos quartos de final, mas jogou um tie-break de pesadelo no quinto set.”

Griekspoor destacou ainda a reação de Alcaraz após a derrota: “Depois, o Alcaraz saiu do court a sorrir. Tive a sensação de que isso mostrava quais eram as suas expectativas. Não tinha chegado ao torneio na sua melhor forma. Penso que ele e a sua equipa já estavam satisfeitos com aquele resultado.”

Questionado sobre a possibilidade de Zverev terminar 2026 como número um mundial, foi taxativo: “Absolutamente não. Não há um único cabelo na minha cabeça que pense isso.”

Ainda assim, reconheceu a capacidade do alemão para aproveitar as oportunidades: “Se esses dois [Sinner e Alcaraz]saírem de cena durante um torneio, o Zverev é sempre aquele que está pronto para aproveitar. Não ficaria nada surpreendido se terminasse a carreira com quatro ou cinco Grand Slams.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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