Boris Becker sai em defesa de Zverev: «É uma autêntica vergonha»

Por José Morgado - September 17, 2026
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Boris Becker saiu em defesa de Alexander Zverev depois das críticas que têm surgido na sequência da conquista do US Open. O antigo número um mundial considera uma “falta de respeito” atribuir os dois títulos do Grand Slam conquistados pelo alemão às ausências ou derrotas precoces de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner.

Zverev acaba de viver o melhor período da sua carreira, ao conquistar Roland Garros e o US Open em apenas três meses. Em Nova Iorque, derrotou Taylor Fritz na final e juntou o segundo Grand Slam ao título conquistado em Paris, mas houve quem destacasse o facto de ter enfrentado apenas dois jogadores do top 20 nos dois torneios.

Becker rejeita completamente essa leitura e lembra que Zverev não pode ser responsabilizado pelos problemas dos adversários. No seu podcast com Andrea Petkovic, o alemão foi particularmente contundente: “Não é culpa dele se o Sinner se lesiona antes. Não é culpa dele se o Alcaraz esteve quatro meses lesionado e, felizmente, regressou e perdeu nos quartos de final para o Shelton. Não é culpa dele se todos os favoritos do seu lado do quadro perdem cedo. Ele só pode vencer o adversário que tem pela frente.”

E foi ainda mais longe: “Na verdade, parece-me uma autêntica vergonha. Uma falta de respeito incrível pelo desempenho dele.”

Becker destacou também a consistência demonstrada por Zverev ao longo da temporada. O alemão esteve nas finais de Roland Garros, Wimbledon e US Open e chegou às meias-finais do Australian Open, onde chegou a servir para fechar o encontro diante de Alcaraz.

“Este rapaz poderia ter estado na final dos quatro Grand Slams este ano. Esteve em três, é o atual campeão de Roland Garros e do US Open e foi finalista de Wimbledon. Nesta fase da carreira, as pessoas têm de lhe dar o respeito que merece”, afirmou.

Por fim, Becker garantiu que a defesa não resulta apenas da nacionalidade de Zverev: “Não estou a vestir o chapéu da Alemanha. Vejo-o como um atleta, como um tenista. Temos de mostrar respeito pelos jogadores que simplesmente dão o melhor de si e, por isso, estou muito contente por o Sascha ter ganho.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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