Gauff elogia imprevisibilidade do circuito feminino: «Para as jogadoras, não é surpresa nenhuma»

Por Nuno Chaves - September 28, 2026
gauff

A temporada está a entrar na fase final e, concluído o US Open, Coco Gauff, já em Pequim, olhou para o momento atual do ténis feminino.

A tenista norte-americana, no Media Day, deixou elogios ao circuito e destacou a imprevisibilidade que existe.

ELOGIOS A RYBAKINA

Não creio que exista uma teoria. Sinto que a Elena sempre foi uma jogadora de primeiro nível. Acho que simplesmente teve alguns problemas com lesões e talvez com a regularidade. Obviamente, também estava a passar pelas suas próprias situações. Agora parece que tudo se conjugou. Por isso, não me surpreende nada que tenha ganho dois Grand Slams este ano.

MOMENTO DO TÉNIS FEMININO

O ténis feminino, nos últimos anos, tem sido algo imprevisível. Não quero dizer surpreendente, mas para os adeptos pode parecer assim. No ténis masculino há muito mais consistência, por isso, para algumas pessoas, o nosso lado pode parecer mais inesperado. Mas, entre as jogadoras, não é nenhuma surpresa. Treinamos e competimos contra elas. Não é nenhuma surpresa que a Mirra tenha ganho. Não é nenhuma surpresa que a Linda tenha ganho. Acho que isso acontece com muitas jogadoras do Top 10.

PREVISÕES PARA O FUTURO

No final, tudo depende de quem é capaz de aproveitar as oportunidades quando elas surgem. Acho que a Elena é uma jogadora que vai continuar a ganhar durante muito tempo, pelas armas que tem. Não me surpreende. Não tenho nenhuma teoria. Acho que, quando chegamos a determinada idade, as coisas começam a encaixar. Começamos a jogar melhor e a ser mais consistentes. É isso que lhe está a acontecer neste momento: está no seu melhor momento. Penso que vai ganhar muitos mais títulos. Espero não perder mais vezes contra ela nas meias-finais, porque já foram duas seguidas, mas talvez da próxima vez a vitória caia para o meu lado.

ÚLTIMA FASE DA ÉPOCA

Agora que os Grand Slams terminaram, sinto que muita pressão desapareceu. Como disse, tento encarar estes torneios mais como um mês de preparação para o próximo ano. Acho que essa também é uma das razões pelas quais talvez jogue bem nesta fase da época: porque estou um pouco mais descontraída. Estar na China também ajuda muito. Aqui recebo imenso apoio. Oferecem-me muitos presentes. Acho que isso faz com que tudo seja um pouco mais leve. A chave é que os Grand Slams já terminaram e agora há muito menos caos.

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Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
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