Gauff e a pressão: «Vejo caras conhecidas nas bancadas e não as quero desiludir»

Por Nuno Chaves - March 24, 2026

Coco Gauff ainda não teve uma exibição propriamente convincente mas a verdade é que, pela primeira vez na carreira, está nos quartos de final do WTA 1000 de Miami.

A norte-americana procura dar a volta a um início de temporada irregular e parece determinada a isso mesmo, principalmente, porque, segundo a própria, não se está a distrair com situações que a abanam como… as redes sociais.

CONTENTE COM A EXIBIÇÃO

Acho que hoje foi um bom dia, tive muito impulso, tudo mudou muito rapidamente, mas o ténis é assim. Simplesmente, continuo a aprender sobre esses momentos e sobre como me manter no topo. A Sorana é uma grande jogadora, vem a fazer uma excelente temporada, por isso sabia que hoje não seria fácil. É a última época dela como profissional, por isso nenhum jogo contra ela será fácil, encara cada partida sem nada a perder.

PRIMEIROS QUARTOS DE FINAL EM MIAMI

Suponho que, em algum momento, tinha de acontecer. Não há segredo nenhum, no fim de contas tudo isto consegue-se com trabalho. Acho que das últimas vezes que joguei aqui tive alguns jogos muito complicados, embora talvez mentalmente também não estivesse totalmente presente. Hoje estive, hoje só queria manter-me focada mentalmente. Suponho que há sempre uma pressão extra cada vez que jogo aqui: vejo caras conhecidas no público e não quero desiludi-las. Este ano vim apenas com a mentalidade de desfrutar do ambiente e do jogo, em vez de me focar no resultado. Apesar de ter tido jogos difíceis, diverti-me muito, por isso acho que esta é a forma mais correta de encarar os encontros.

REDES SOCIAIS E IMPORTÂNCIA DOS PARES

Neste momento estou um pouco afastada do Twitter, é um pouco tóxico. Na verdade, já não entro há um par de meses — agora vou sabendo das coisas pelo Threads. A parte que o jogo de pares me trazia era fundamental, tenho de me lembrar dessa componente porque a treinamos bastante, os meus treinadores incentivam-me a praticá-la. Em situações de jogo, muitas vezes tento recordar essas sessões de treino para estar mais confiante. Obviamente, não sou a melhor jogadora de rede, mas também não sou a pior, simplesmente sei que consigo resolver alguns volleys. Às vezes, o volley é o golpe mais fácil porque exige menos tempo para pensar, é muito difícil pensar demasiado num volley.

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Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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