Gauff admite experiência surreal no encontro com Bencic em Wimbledon: «Apressei-me»

Por José Morgado - July 7, 2026
Gauff

Coco Gauff protagonizou uma das histórias mais insólitas de Wimbledon ao revelar que disputou os últimos minutos do encontro frente a Belinda Bencic convencida de que teria de terminar o jogo antes das 23h00, hora limite para a realização de encontros no All England Club.

A norte-americana garantiu, pela primeira vez, o apuramento para os quartos de final do torneio londrino, mas admitiu que desconhecia uma particularidade do regulamento. Gauff pensava que o encontro seria interrompido exatamente às 23h00, quando, na realidade, o jogo em curso pode ser concluído. “Estive a pensar nisso durante todo o encontro. Disseram-nos antes do jogo que às 23h00 tudo terminava. Quando eram 22h45 pensei: ‘Meu Deus’. Não queria voltar no dia seguinte, por isso só queria conseguir um break e mantê-lo”, contou.

A campeã norte-americana revelou ainda que só depois percebeu que podia terminar o jogo iniciado antes da hora limite. “Não me apercebi de que, assim que começássemos o último jogo, nos deixariam terminá-lo, independentemente do tempo que demorasse. Pensei que às 23h00 acabava obrigatoriamente. Pelo menos já sei para a próxima e não preciso de me apressar tanto”, explicou.

Além da curiosa situação, Gauff mostrou-se muito satisfeita com o nível apresentado diante de Bencic. “Acho que foi o meu melhor jogo neste torneio e, provavelmente, um dos melhores que já fiz em relva. Estou muito orgulhosa da forma como joguei”, afirmou.

Nos quartos de final, Gauff terá pela frente Jessica Pegula, num duelo entre compatriotas. A jovem de 22 anos acredita que os últimos encontros a prepararam da melhor forma para esse desafio, mas rejeita qualquer vantagem por já conhecer o Court Central. “A Jess tem demasiada experiência nos grandes palcos. Não acredito que isso vá fazer diferença no resultado do encontro”, concluiu.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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