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Gasquet e o jovem Kouamé: «Não é Monfils tal como Alcaraz não é Nadal»
Richard Gasquet, de volta ao circuito como treinador, falou sobre uma das promessas mais jovens do ténis mundial, o francês Moise Kouamé, e abordou directamente as inevitáveis comparações com outros jogadores consagrados.
O antigo número sete mundial começou por assegurar que entende a tendência natural da imprensa e dos adeptos em comparar talentos emergentes com ídolos do passado, mas foi categórico ao afastar equações simplistas do seu jogador. “Da mesma forma que Alcaraz não é Nadal, Kouamé não é Monfils. Moise tem um talento enorme, mas precisa de construir a sua identidade. Não quero que viva à sombra de ninguém”, disse o treinador francês.
Sobre as qualidades do pupilo, Gasquet não poupou elogios. “Ele tem uma combinação rara de força, inteligência táctica e calma nos momentos decisivos. Esses são os ingredientes que o podem levar muito longe”, destacou.
Questionado sobre como pretende orientar Kouamé na sua transição para o ténis de topo, Gasquet afirmou que o foco passa por consolidar confiança, resistência física e maturidade competitiva. “Cada torneio é uma escola. Quero que ele aprenda a gerir a pressão, a lidar com adversidades e a manter o equilíbrio mental”, explicou.
O antigo jogador também referiu que respeita profundamente o legado de Monfils, mas afirmou que Kouamé deve trilhar o seu próprio caminho. “Monfils tem um estilo único e uma carreira admirável. Mas Moise tem características diferentes, e isso é uma vantagem, não uma limitação. Não precisamos de fazer dele um clone de alguém. Precisamos de ajudá-lo a ser a melhor versão de si próprio”, encerrou.
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