Frederico Silva está a jogar torneio a 10 quilómetros de explosões: «Do hotel via-se o fumo»

Por José Morgado - Março 3, 2026
FOTO: Alvaro Isidoro

Frederico Silva está a viver uma semana totalmente atípica e de grande tensão no Challenger de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Longe do Dubai ou de Abu Dhabi, onde nos últimos dias se têm interceptado dezenas de mísseis e drones iranianos, o torneio de ténis estava a decorrer com normalidade, mas esta terça-feira registaram-se fortes explosões no Centro de Petróleo do Porto da cidade, que cancelaram todos os encontros agendados para o resto do dia.

O jogador das Caldas da Rainha encontrava-se a treinar quando a situação se agravou e relatou o que sentiu. “Está tudo mais ou menos tranquilo dentro do que já se sabe. Estava a haver encontros hoje e eu estava a treinar… eu durante o treino notei mais barulho de caças e helicópteros. Sentia nos dias anteriores mas hoje ainda mais. Recebemos durante o treino um alerta no telefone de emergência pública, uma notificação a dizer que tinha sido fechada uma rua. Ao terminar o treino percebemos que os encontros tinham sido suspensos e depois cancelados por hoje. Íamos em direção à sala de jogadores e já estava tudo de saída. Disseram-nos para recolher ao hotel e não sairmos mais à rua o resto da tarde.”

[VÍDEO] Jogadores e árbitro fogem do court após ouvirem fortes explosões no Challenger de Fujairah

Fred assume ter a noção de que os ‘restos de drones interceptados’ poderiam ter caído… em qualquer local. “Achávamos que em Fujairah estávamos à parte de tudo, mas aquilo aconteceu a 10 quilómetros daqui. Do hotel via-se o fumo das explosões. Apesar de não ter sido um ataque intencional, apenas restos de drones interceptados, mas ficámos com a sensação que foi muito perto e poderia ter caído noutro sítio qualquer!”

Frederico Silva e os restantes tenistas do torneio aguardam informações sobre a continuidade ou não do torneio. Caso a prova seja cancelada, também ainda não é claro como é que o caldense conseguirá deixar aquela zona do globo, uma fez que o espaço aéreo se encontra quase totalmente encerrado.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com