Faria: «Muitos diziam que não ia defender os pontos e sair do top 200, mas aqui estou eu»

Por José Morgado - Fevereiro 21, 2026
Faria
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RIO DE JANEIRO. BRASIL. Jaime Faria despediu-se nos quartos-de-final do Rio Open, travado pelo mais experiente e cotado argentino Tomás Etcheverry, mas saiu do court com a convicção de que deu mais um passo firme na sua evolução.

“Senti-me melhor jogador durante o primeiro set. Foi pena. O ténis por vezes é um pouco inglório. Se voltasse a jogar aquele primeiro set 10 vezes, ganhava oito. Acho que só poderia ter jogado um dos break points de forma diferente, foi um amorti falhado. Não precisava de ter forçado tanto, mas joguei bem”, afirmou, antes de admitir: “Acusei um pouco a semana longa e as emoções no segundo set. Ainda assim foi uma boa semana, defendi todos os pontos e estou feliz. Sinto-me muito melhor jogador e mais bem preparado do que há um ano. Estou mais ao nível destes jogadores. Há coisas a melhorar mas foi uma boa semana no Rio.”

Sobre o desfecho apertado, foi claro: “Ele jogou um grande tie-break, respondeu a todos os meus serviços. Ele tem mais experiência e eu tive o set todo para fazer break, não fiz e ele no tie-break saiu por cima. O ténis é assim. Há que levantar a cabeça e ver o que é preciso melhorar.”

Confiante no crescimento, reforçou: “Estou melhor jogador. Melhor serviço, melhor físico e tudo isso soma. Aqui estou eu. Muitas gente dizia que eu não ia defender os meus pontos, ia sair do top 200 e falhar Roland Garros. Mas aqui estou eu, feliz com o meu início de ano. Estou melhor dentro e fora de campo e há que continuar a trabalhar. Há que estar mais atentos aos sinais do corpo para evitar lesões. Já fiz Austrália, Portugal, China, agora Rio. Veremos se vou a Miami. São muitas coisas.”

Sem tempo a perder, já pensa no próximo desafio: “Jogo este sábado no Chile. Pedi para jogar tarde porque na melhor das hipóteses chego ao clube às 16h30. Sou sempre por jogar e por desafiar mas tenho de ouvir os sinais do meu corpo e perceber o que é melhor.”

E concluiu com uma reflexão: “Mudar de bolas todas as semanas é o ténis. O ténis é uma constante adaptação e prepara-nos para a vida também, que é exatamente igual.”

Jaime Faria exibe-se em bom plano mas despede-se novamente nos ‘quartos’ do Rio Open

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com