Faria: «Espero defrontar o Fonseca esta semana. Era sinal que jogaríamos a final!»

Por José Morgado - Fevereiro 20, 2026
Faria
FOTO: Fotojump

RIO DE JANEIRO. BRASIL. Pelo segundo ano consecutivo, Jaime Faria entrou como lucky loser no Rio Open e está nos quartos-de-final. O número dois nacional brilhou para bater o bósnio Damir Dzumhur na segunda ronda e no final do encontro estava naturalmente muito contente!

ORGULHOSO COM A EXIBIÇÃO

Estive muito sólido. Não comecei bem, um pouco nervoso, o que é normal. Sabia que estava muita coisa em jogo, muitos pontos a defender do ano passado. É um jogador difícil e experiente. Mas consegui encontrar o meu ritmo aos poucos. Ele tinha um plano bem desenhado mas eu percebi bem desde início. Quando comecei a bater mais forte ele deixou de fazer tantas amortis. Estive um pouco cansado no final do primeiro set e custou-em virar de 2-5 para 7-6, mas aguentei-me com o serviço, que é uma arma que tenho de continuar a usar. Tive sorte no final com a chuva. Ele estava por cima fisicamente, mas aguentei-me com o serviço no 5-5 e depois ele deu-me três pontos no jogo seguinte.

DEFENDEU TODOS OS PONTOS DA AUSTRÁLIA E DO RIO NESTE INÍCIO DE ANO

Tinha de defender 260 pontos nos dois primeiros meses. 80 por cento dos meus pontos. Senti-me muito bem na Austrália, com rotinas do ano passado. Joguei até melhor do que no ano anterior porque sinto-me melhor jogador. Eu disse isso muitas vezes, mesmo quando perdi no Campeonato Nacional. Aqui as coisas correram bem, tive sorte ao entrar como lucky loser mas a sorte procura-se. São muitos pontos. E amanhã o encontro vale 100. É o equivalente a um título Challenger e o dobro do que defendo na próxima semana em Santiago. É pressão para mim mas também para os outros. Amanhã irei com tudo para o campo.

ENCONTRO COM ETCHEVERRY

Nunca o defrontei mas já treinámos juntos no circuito. É um jogador muito mais experiente e será um grande desafio. Vou preparar com o Pedro e vai ser um bom encontro e duro emocionalmente porque há muita coisa em jogo.

SENTE-SE EM CASA NO BRASIL

Eu espero enfrentar o Fonseca. Significaria que estava na final. Nos ‘quartos’ de 2025 já não havia brasileiros. Gosto muito do público brasileiro e dá-me energia extra. Sentir energia e paixão é diferente e estes torneios têm isso de único. As vezes sinto-me mais em casa aqui do que em Portugal.

HOTEL EM FRENTE À PRAIA

Tenho ido à praia todos os dias. Tenho de aproveitar porque em Portugal está muito frio. Aqui come-se muito bem. Ao Carnaval infelizmente não pude ir. Estou mais tranquilo este ano do que no ano passado e isso é a chave para não me sentir tão cansado emocionalmente.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com