Escolha das duplas indianas para o Rio acaba em (muita) polémica
Sem estrelas na variante de singulares, todas as atenções do ténis olímpico indiano viram-se para os pares e para os excelentes jogadores que o país tem na variante. E se nos pares femininos a número um mundial Sania Mirza pode escolher uma qualquer parceira, por ser a número um mundial, as variantes de pares masculinos e pares mistos estão a dar muito que falar.
Nos pares mistos, a questão é mais fácil de explicar: como o quadro tem apenas 16 duplas, o cut-off para a competição é muito baixo, pelo que Sania Mirza preferiu escolher Rohan Bopanna, número 10 ATP de pares, para fazer parceria consigo. Caso escolhesse Leander Paes, que ainda na semana passada fechou o Grand Slam de carreira de pares mistos ao lado de Martina Hingis, os indianos corriam o risco de não se qualificar para o Rio’2016, já que Paes é apenas 46.º do ranking mundial.
Dude which part of ‘ranking cut off is tight’ do you not understand ?! There are rankings and that’s how you get in! https:\/\/bolamarela.pt//bolamarela.pt//t.co/697G1nw04n
— Sania Mirza (@MirzaSania) 11 de junho de 2016
Nos pares masculinos a história é outra: por ser top 10 mundial, Rohan Bopanna tem direito a escolher o seu parceiro para os Jogos Olímpicos. Como a sua relação, dentro e fora do court, com Leander Paes não é a melhor, Bopanna propôs à Federação Indiana de Ténis Saketh Myneni, número 125 ATP, para seu parceiro, mas o nome foi imediatamente… recusado, com a AITA a eleger Paes para fazer parceria com Bopanna.
“Não acredito que os nossos estilos de jogo sejam compatíveis e se completem. Não acredito que venhamos a fazer uma boa combinação para os Jogos Olímpicos”, confessou Bopanna na mensagem enviada à Federação.
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