Draper: «Sempre soube que era bom em terra batida»

Por José Morgado - May 5, 2025
Draper

Jack Draper esteve muito perto de conquistar o seu segundo Masters 1000 da temporada, mas Casper Ruud mostrou mais sangue-frio e experiência nos momentos decisivos para arrecadar o título em Madrid. Ainda assim, o britânico tem muito pouco a apontar a si próprio nestas duas semanas, onde demonstrou um nível de ténis altíssimo que surpreendeu toda a gente, sobretudo tendo em conta que o piso de terra batida é aquele em que mais dificuldades sente. No entanto, o novo número cinco do mundo garantiu na conferência de imprensa que estava consciente de que podia alcançar grandes feitos em terra batida e que confia em continuar a jogar assim para somar mais alegrias.

O QUE FEZ A DIFERENÇA NA FINAL DE MADRID

Acho que houve alguns momentos em que o nível dele baixou, mas apenas em dois duplos faltas que cometeu. Da minha parte, baixei o nível em algumas fases do encontro, e essa foi a diferença. Não se pode fazer isso, especialmente a este nível, contra jogadores deste calibre, ainda por cima em terra batida.

FELIZ COM O NÍVEL

Eu sabia que era bom em terra batida e esta semana provei isso. No ano passado perdi alguns encontros muito equilibrados, e precisava de dar um passo em frente para mostrar que sou capaz de competir a um nível realmente alto nesta superfície. Esta semana provei isso, provei-o a mim mesmo e aos outros. Acho que o mais positivo que retiro é o facto de ainda estar a aprender a mover-me e a jogar nesta superfície, e estou lá. Estou a competir com os melhores jogadores de terra batida, os melhores do mundo nesta superfície. Isso dá-me muita motivação, e espero continuar assim na próxima semana em Roma e em Paris. E acho que isso também me dá muita confiança para competir numa superfície um pouco mais rápida, que até gosto mais, e pensar: ‘Uau, estou a fazer isto em terra batida, o que poderei fazer noutras superfícies?’

ORGULHOSO

Custa muito perder. Mas, ao mesmo tempo, acho que tive muitos momentos bons aqui, superei muitos encontros, e talvez esta derrota e o facto de ter estado numa final e não ter conseguido passar a meta me ajudem a alimentar ainda mais a minha vontade de acreditar que posso, que tenho de continuar a esforçar-me, que tenho de continuar a melhorar. Estou muito orgulhoso do meu rendimento nestes primeiros meses da temporada. Acho que o mais entusiasmante é que ainda tenho muito por alcançar. Acho que ainda há aspetos no meu jogo onde posso melhorar bastante, e isso motiva-me muito a mim, ao meu treinador e à minha equipa, porque sinto que ainda estou no início da minha jornada. Por isso, vou continuar a melhorar e a esforçar-me, e vou guardar estes momentos difíceis na memória para me continuarem a impulsionar a ser melhor.

MELHORIAS EM TERRA BATIDA

Acho que o meu jogo está a melhorar constantemente. Saí muito desiludido de Monte Carlo. Fiz uma primeira ronda muito boa e depois, na segunda, os meus movimentos foram muito fracos. Senti-me preso na superfície, como se desse um passo em frente e dois atrás. Mas ao chegar aqui senti-me muito bem no court. Estou a aprender a deslizar melhor com a bola. Suponho que estou muito orgulhoso da forma como encaro a terra batida.

BRITÂNICOS NÃO TEM TRADIÇÃO EM TERRA BATIDA… 

Talvez o Andy Murray sinta o mesmo, porque ele também se saiu muito bem em terra batida. Mas é fácil, para alguém do Reino Unido, que não joga muito nesta superfície, pensar: ‘Ah, não sou bom nisto. Nunca serei bom.’ Sei que vai ser um desafio para mim, mas vou dar tudo para me sair bem e encontrar uma forma de ser eficaz. Estou orgulhoso da forma como enfrentei isso, e acho que com essa mentalidade se pode ir muito longe. Por isso, estou muito orgulhoso disso.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
Bola Amarela
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