Draper aponta a Alcaraz e Sinner como referência e quer confirmar regresso em Miami

Por José Morgado - March 18, 2026

Jack Draper chega ao Masters 1000 de Miami de 2026 como um dos nomes em destaque após a excelente campanha em Indian Wells, onde brilhou e assinou uma vitória marcante frente a Novak Djokovic.

O britânico, que regressou recentemente de uma longa lesão que o afastou durante oito meses, acredita estar no caminho certo para recuperar o seu melhor nível. “Foi uma grande semana para mim. Já não jogava a um nível tão alto durante tantos dias há muito tempo. Voltar ao circuito e a um torneio como Indian Wells foi especial, mas o mais importante foram as vitórias. Derrotar o Novak foi incrível. Agora quero continuar este caminho e aproveitar este momento.”

Apesar do longo período de ausência, Draper não se mostrou surpreendido com o nível apresentado: “Não fiquei surpreendido, porque nunca deixei de trabalhar. Não competia, mas treinava todos os dias. Sabia que o regresso ia acontecer e preparei-me para estar pronto. Ainda assim, sinto que posso melhorar e jogar ainda melhor.”

O britânico destacou também as dificuldades do regresso, sobretudo no plano mental: “Tem existido altos e baixos. A este nível, não podes relaxar. Quando falo de mentalidade, refiro-me à consistência, porque é isso que define os melhores. Ainda preciso de tempo, de mais jogos e experiência, mas estou confiante de que lá chegarei.”

Draper deixou ainda uma reflexão interessante sobre a evolução do circuito, apontando Carlos Alcaraz e Jannik Sinner como referências do novo estilo dominante: “Todos sabem o que eles estão a fazer. Chega a um ponto em que tens de mudar. Jogadores como Medvedev ou Zverev estão cansados de perder para adversários que jogam de forma agressiva. Hoje em dia, tens de ir à procura dos pontos, não podes esperar que eles aconteçam.”

Motivado, Draper mostra ambição para Miami: “Tenho muita vontade de jogar aqui. É um torneio que via desde pequeno e onde quero fazer melhor. Espero conseguir uma boa campanha.”

Leia também:

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.