Djokovic pronto para Fonseca: «Sei que gosta de jogar nos grandes palcos»
Novak Djokovic qualificou-se para a terceira ronda de Roland Garros e agora segue-se João Fonseca, naquele que será um encontro geracional que promete parar o mundo do ténis.
Certo é que o sérvio já olha para esse encontro e, em conferência de imprensa, deixou elogios ao jovem brasileiro e lamentou as horas extra que passou em court, na segunda ronda.
NA TERCEIRA RONDA APÓS DOIS JOGOS RELATIVAMENTE LONGOS
Não sei se concordo com isso de serem ‘razoavelmente longos’. Quando jogas um encontro de três horas e meia em terra batida, significa que é longo e muito desgastante. Pelo menos na minha opinião. Fisicamente, sim, hoje gastei muita energia num dia muito quente. As condições eram muito exigentes. Não consegui fechá-lo em sets diretos e isso foi culpa minha, porque estive por duas vezes com break de vantagem e tive bolas de encontro. Joguei de forma muito passiva nesses pontos e ele aproveitou as oportunidades, conseguindo o apoio do público que tanto procurava.
VEM AÍ JOÃO FONSECA
O Fonseca recebeu muitos elogios nos últimos dois anos. Acho que o potencial e a qualidade dele como jogador estão fora de questão. Tem um apoio tremendo do público brasileiro e é um tenista que gosta de jogar nos grandes palcos, que cresce nos grandes ambientes, que desfruta das sessões noturnas. Fez um grande jogo frente ao Sinner em Indian Wells, venceu o Rublev em sets diretos na Austrália… é evidente que consegue elevar-se nos grandes encontros e mostrar a sua melhor versão, com pancadas muito potentes. Vai ser outro encontro exigente do ponto de vista físico, com trocas de bola longas. Não sei se jogarei de dia ou de noite, isso também vai determinar a forma como abordarei vários aspetos, pelo tipo de ressalto da bola, velocidade do court, etc. Acho que nos próximos dias vamos continuar a ter dias muito quentes. Estes últimos dias foram muito, muito exigentes para muitíssimos jogadores.
ROLAND GARROS SEM REGRA PARA O CALOR
Não percebo porque é que não têm essa regra contra o calor. Não sabia, pensava que existia em todos os Grand Slams, mas disseram-me que Roland Garros não tem uma regra relativa ao calor. Suponho que, se fechasses o teto para combater o calor, não seria justo em relação aos outros jogadores e encontros disputados nos courts exteriores. Porque haverias de fechar o Court Central e deixar o resto do mundo a jogar ao sol? Não estaria de acordo, apesar de que, obviamente, seria ótimo jogar com o teto fechado num dia tão quente. Isto é algo que temos vivido na Austrália nos últimos anos, com atrasos de uma, duas ou três horas até o índice baixar para níveis aceitáveis. É algo justo. Isto não deveria ser um problema nos Slams, com tantos courts. Temos luzes. Courts enormes. Podes jogar todos os encontros noutros courts, noutras condições. Noutros torneios, sem uma infraestrutura semelhante, a discussão é diferente. Temos alguns torneios, como por exemplo Umag, na Croácia, onde os encontros só começam às 17h e acabam muito tarde, já de noite. É ideal que um encontro se prolongue até de madrugada? Claro que não, mas se há dias em que sabes que está um calor extremo, talvez seja algo que devas considerar.
- Categorias:
- ATP World Tour
- Grand Slams