Nuno Borges: «Orgulho-me de estar constantemente nos grandes palcos e ter resultados»

Por Pedro Gonçalo Pinto - May 27, 2026
Borges

Nuno Borges está uma vez mais na terceira ronda de um torneio do Grand Slam. O português fez uma grande exibição para dominar Miomir Kecmanovic a partir do segundo parcial e seguiu em frente em Roland Garros, mostrando uma vez mais que encontra o seu melhor nível nos grandes palcos.

“Orgulho-me da minha consistência, principalmente nos torneios do Grand Slam. Acho que é aquilo que me define. Nunca fui um jogador de do nada ganhar um torneio, até àquela vez em que realmente ganhei. Mas se forem ver os jogos, não foram assim tão surpreendentes, até que realmente cheguei à final e foi uma grande diferença. Vou aumentando o meu nível até estar cada vez mais taco a taco com os melhores do Mundo e as vitórias vão aparecendo. Orgulho-me disso, de estar constantemente nos grandes palcos e ter resultados”, começou por afirmar em Paris.

Acima de tudo, o maiato sente-se cada vez mais sólido. “O ranking paga àqueles que se mantêm consistentes, ainda mais do que àqueles que do nada ganham um torneio. Às vezes não me sinto capaz disso, mas sinto-me capaz de enfrentar qualquer um. E acho que estou cada vez mais próximo de o conseguir e de realmente ter hipóteses com qualquer um ao acreditar que posso ganhar”, comentou.

Por outro lado, lançou já um olhar ao duelo com Andrey Rublev na terceira ronda. “Joga logo muito agressivo com a primeira bola a seguir ao serviço. Muita gente não gosta disso, mas faz-me sentir que não consigo jogar o meu jogo porque não me dá muito tempo. Consegue controlar os inícios de jogada, mas tenho feito isso cada vez melhor e que cada vez mais tenho momentos em que consigo converter o ascendente para o meu lado. Num jogo assim pode haver muitas oportunidades e não temos um ténis muito diferente, por isso pode ser que consiga fazê-lo sentir da mesma maneira. Procuramos um bocadinho as mesmas coisas, controlar o campo e não sair muito da linha de fundo, responder mais à frente e controlar. Depois a minha direita e a minha esquerda são muito diferentes das dele, mas no fundo procuramos um estilo de jogo semelhante. Mas sei que ele não é um robot e que às vezes tem momentos menos bons, por isso vou tentar aproveitar essas oportunidades”, analisou.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt
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