Djokovic: «Jogar de dia e de noite? É como se fossem dois torneios completamente diferentes»
Novak Djokovic seguiu tranquilamente para a terceira ronda do Australian Open mas, pelo caminho, precisou de superar as duríssimas condições atmosféricas, uma vez que entrou em court durante a sessão diurna.
Tradicionalmente, o sérvio apresenta sempre dificuldades físicas em encontros com muito calor e humidade, algo que não fugiu à regra neste embate. No final, Nole criticou as condições e revelou que jogar de dia ou à noite em Melbourne é como se estivesse a disputar dois torneios diferentes.
CONDIÇÕES EXTREMAS DE DIA
Na realidade, é o mesmo piso que na primeira ronda, por isso a sensação em campo foi bastante semelhante, no geral positiva. Servi melhor no primeiro encontro. Senti como se estivesse a jogar dois torneios completamente diferentes, dia e noite, sobretudo com o vento, que acho que este ano tem soprado mais do que em qualquer outro ano em que joguei aqui na Austrália. É preciso adaptar-se a isso e a um adversário diferente, com um serviço potente. Mas, no geral, estou satisfeito com a forma como me movimento e como bato na bola.
SEMPRE À PROCURA DE SER MELHOR
Procuro sempre trabalhar com um propósito. Tive uma pré-época mais longa, tal como no ano passado. Quando tenho mais tempo, obviamente tento analisar o meu jogo e os diferentes aspetos que posso realmente melhorar. Caso contrário, qual é o sentido? Qual é o sentido de competir e entrar em campo sem tentar ser melhor do que na época anterior? Essa é a mentalidade que tento ter e que me tem permitido jogar ao mais alto nível nesta idade. Fico satisfeito por ver que o trabalho que fiz na pré-época está a dar frutos. É o início do torneio. Obviamente, não joguei nenhum torneio de preparação. Estou muito contente por conseguir jogar desta forma, tendo em conta a ausência de jogos competitivos durante mais de dois meses. Até agora, tudo tem sido positivo, sinais positivos. Obviamente, tenho de continuar assim.
EQUIPA TÉCNICA É DECISIVA
Precisas de, pelo menos, um par de olhos ao lado do campo, se não dois ou três pares, que conheçam ténis, com diferentes níveis de experiência e diferentes perspetivas para analisar o teu jogo e o do adversário. Eu conheço muito bem o ténis. Muitas vezes, sobretudo nas semanas de competição, quando estás sob pressão, as emoções não estão tão controladas como numa semana sem competição. Então, tens de lidar com muito mais do que apenas o teu ténis e a forma como bates a direita. O treino contribui não só para a observação, a partir de fora do campo, da forma como te moves, como jogas, dos aspetos técnicos e biomecânicos, mas também de como te sentes, ajudando-te a gerir as tuas emoções no dia a dia. Vai para além do ténis, da execução dos golpes. Há mais fatores em jogo porque és um atleta individual. Não há substituições. Não há ninguém que te possa substituir se tiveres um mau dia.
Leia também:
- — Nuno Borges continua a brilhar e volta à terceira ronda do Australian Open
- — Alcaraz é testado mas vence e convence rumo à terceira ronda na Austrália
- — Jaime Faria ganha set mas é travado por Rublev na segunda ronda do Australian Open
