Cirstea: «Ainda me lembro da primeira vez que joguei este torneio»
PARIS. FRANÇA. Sorana Cirstea entrou com o pé direito em Roland Garros 2026 e, após garantir a qualificação para a segunda ronda, mostrou-se especialmente satisfeita por regressar ao Grand Slam parisiense depois de ter falhado a edição do ano passado devido a lesão.
A veterana romena, que disputa o último Roland Garros da carreira, rejeitou qualquer foco em estatísticas ou rankings, preferindo valorizar cada momento vivido no circuito. “Nunca fui uma pessoa que olhasse muito para números ou rankings. Nem sequer tenho grande memória dos meus resultados. Estou simplesmente a desfrutar de cada torneio e a tentar manter uma atitude positiva perante tudo o que acontece”, afirmou.
Cirstea explicou ainda que o regresso a Paris não foi simples devido às condições muito diferentes das habituais. “No ano passado estive lesionada e não foi fácil voltar este ano, porque as condições estão muito diferentes do normal. Está muito calor e os campos estão muito rápidos. Foi preciso alguns dias para me adaptar”, confessou.
Sobre o encontro da primeira ronda, destacou a agressividade da adversária. “Ela começou muito forte e eu precisei de apresentar o meu melhor nível. Tive de a fazer trabalhar por cada ponto e por cada jogo.”
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A romena voltou também ao Court Suzanne-Lenglen, palco de uma das melhores campanhas da sua carreira, quando atingiu os quartos de final em 2009. “Há memórias que parecem ter acontecido ontem e outras que parecem pertencer a outra vida. Tenho uma memória seletiva e nunca fui boa com números, datas ou rankings. Prefiro viver o presente.”
Ainda assim, reconhece o valor da caminhada feita ao longo dos anos. “A vida passa muito depressa. Ainda me lembro da primeira vez que joguei este torneio e sinto-me muito grata por tudo o que vivi na minha carreira.”