Carlos Alcaraz: «A rivalidade que tenho com Sinner é um presente»

Por Rodrigo Caldeira - Janeiro 9, 2026

já passou bastante tempo desde a última vez que os vimos dentro de campo, daí o entusiasmo gerado por este jogo de exibição que Carlos Alcaraz e Jannik Sinner disputarão amanhã, sábado, 10 de janeiro, na Coreia do Sul, a partir de onde falaram esta manhã aos meios de comunicação social.

Sorridentes, próximos e também um pouco nervosos, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner começaram, pouco a pouco, a conquistar o público sul-coreano, onde amanhã disputarão um encontro de exibição que servirá como tiro de partida para a temporada de 2026.

PRIMEIRO JOGO DE 2026

“Para mim é um prazer estar aqui pela primeira vez. Não joguei qualquer partida desde a época passada, por isso começar a temporada neste local, ao lado do Jannik, é uma excelente forma de nos prepararmos para o Open da Austrália. Estamos a falar de um Grand Slam, todos queremos estar prontos, por isso vamos aproveitar estes dias para continuar a melhorar. Penso que ambos estamos ansiosos pelo momento de nos defrontarmos neste jogo.”

EXPERIÊNCIA EM SEUL 

“Cheguei ontem a Seul, estou aqui há apenas um dia, mas a receção que tivemos foi uma loucura, não me recordo de nada semelhante. Desde que anunciámos, há mês e meio, que iríamos disputar este jogo, sentíamos essa vontade de que a data chegasse e, naturalmente, tivemos tempo para o preparar. Estamos entusiasmados por estar aqui, com as baterias carregadas para iniciar a temporada, ainda por cima começando aqui. Este é sempre um momento muito emocionante do ano.”

RIVALIDADE COM SINNER 

“Recordo-me de cada jogo que disputei contra ele, desde a primeira vez. Aos poucos fomos defrontando-nos em fases cada vez mais avançadas dos torneios, mas isto é um presente. Fomos aprendendo muitas coisas depois de cada meia-final ou de cada final de um grande torneio. É preciso muita paixão e muita paciência para construir uma rivalidade assim ao longo dos anos, desde os Challengers até às finais de Grand Slam. Olhando para trás e vendo tudo o que conquistámos individualmente, é claro que ambos nos empurrámos para dar o nosso 100% em campo. Tenho orgulho em ter uma rivalidade destas; quando nos cumprimentamos à rede, tudo o resto fica para trás.”

CIRCUITO DOMINADO POR DOIS JOGADORES 

“Ambos estamos preparados para este tipo de desafios. Ganhámos muitos Grand Slams e Masters 1000 nas últimas temporadas e as pessoas podem ver o crescimento de uma grande rivalidade consolidada na elite. Os restantes jogadores estão a tentar alcançar-nos, pelo que, para nós, é muito entusiasmante iniciar uma nova temporada, também com a responsabilidade de corresponder às expectativas do público em termos de resultados. É muito inspirador e estamos ansiosos por ver o que 2026 nos reserva.”

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.