Cahill explica o segredo de Sinner: «O que mais nos orgulha é a forma como se levanta depois das desilusões»

Por José Morgado - July 13, 2026
Sinner-cahill

Jannik Sinner conquistou o segundo título consecutivo em Wimbledon e o quinto Grand Slam da carreira, mas, para os seus treinadores, o maior motivo de orgulho vai muito além dos troféus. Após a vitória sobre Alexander Zverev na final, Darren Cahill e Simone Vagnozzi destacaram a força mental do italiano, a evolução do seu jogo e a capacidade de transformar as derrotas em motivação.

Cahill revelou que a resposta de Sinner ao desgosto sofrido em Roland Garros foi determinante para o sucesso em Londres. “O que mais nos orgulha é a sua capacidade para se levantar. Sofreu golpes muito duros ao longo dos últimos anos, como os match points perdidos frente ao Carlos ou o que aconteceu este ano em Roland Garros. Mas, no dia seguinte, liga-nos sempre para perguntar: “O que fazemos agora? Quando voltamos a treinar? Qual é o próximo objetivo?””, explicou.

Vagnozzi destacou também a preparação tática para a final diante de Zverev. “Sabíamos que o Sascha é um dos melhores servidores do circuito. O Jannik foi mudando constantemente a posição na resposta para o obrigar a pensar. Conseguiu quebrar-lhe o serviço duas vezes e, na relva, isso faz toda a diferença.”

Os dois treinadores garantem que o número um mundial ainda está longe do seu limite. “Ainda há muitas coisas para melhorar. O nosso projeto sempre foi torná-lo um jogador mais agressivo, que suba mais à rede e utilize mais variantes, como as amorties”, afirmou Vagnozzi, antes de Cahill brincar: “Isso sim… menos amorties quando está a servir para ganhar o encontro.”

Quanto ao futuro, a equipa ainda não definiu o calendário para a temporada norte-americana. “Ainda não estamos a pensar em Montreal nem em Cincinnati. Vamos conversar e decidir como organizar as próximas semanas”, revelou Vagnozzi.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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