Bublik mostra a outra face: «Quero estar em paz comigo sabendo que dei tudo»

Por Pedro Gonçalo Pinto - Fevereiro 11, 2026
bublik

Alexander Bublik podia ser um tenista nada disciplinado e pouco sério em court noutros tempos. Hoje em dia já não é assim. Prova disso é o facto de estar no 10.º lugar do ranking ATP e ter mostrado uma vez capacidade de luta, ao virar diante de Hubert Hurkacz no ATP 500 de Roterdão.

“Amadureci um pouco no sentido de que prefiro ficar em casa antes de estar aqui, sabes? Se vim até aqui, deixem-me lutar até ao fim. Se estou destinado a perder, vou perder. Não faz mal. Mas quero estar em paz comigo mesmo sabendo que dei tudo. Fiz isso desta vez. Podia ter perdido 7-6 e 6-4. Podia ter perdido em três sets. Disse a mim mesmo ‘Se perder, perdi’. Mas não venho aqui só para entregar o primeiro encontro se algo sai mal. Preferia ficar em casa”, destacou.

Bublik comentou ainda que ficou feliz por conseguir uma rara vitória em Roterdão. “Nunca passei da segunda ronda aqui. Pensei que se perdesse este encontro era a última vez que viria a Roterdão. Estou feliz por ter passado. Foi um encontro difícil, com nível muito mau para ser sincero. Acho que jogámos ténis bastante mal, sinceramente. Tive a sorte de que ele cometeu um par de erros no momento certo, quando servia para ganhar o encontro e deu-me esse jogo. Isto foi só quem teve mais sorte”, rematou.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt