Borges: «Não é coincidência jogar bem nos Grand Slams»
PARIS. FRANÇA. Nuno Borges despachou o argentino Tomás Etcheverry, 25.º do ranking ATP, rumo à segunda ronda de Roland Garros. No final do encontro, o atual número 50 do Mundo estava naturalmente feliz mas também aliviado…
RESULTADOS EM SLAMS NÃO SÃO COINCIDÊNCIA
Não acho que seja coincidência. Não é a importância da ocasião mas o facto de jogar há melhor de cinco. Dá-me um facto de gestão do encontro que eu deveria saber utilizar quando jogo à melhor de três. Especialmente num dia quente como hoje e com este adversário, soube utilizar bem isso. Sabia que me tinha de manter agressivo e foi isso que fiz. Claro que os encontros têm momentos, mas o facto de saber que não há outra opção deixa-me mais decidido. A tomada de decisão é mais determinada e convicta. Ajuda-me no meu ténis e a aceitar melhor as dificuldades do jogo. Olhando para trás sinto que fiz um grande jogo. Ele podia ter jogado melhor, mas também foi mérito meu. De maneira geral era difícil ele jogar igual aos jogos em que joga há melhor de três. Foi um encontro diferente em condições diferentes.
CONDIÇÕES DE MUITO CALOR
Nesta época de terra batida não tem estado muito calor. Este foi o encontro mais quente. Isso pesa e torna tudo mais duro. A minha semana de preparação não teve nada a ver com isto. Não mexi na tensão das cordas, não gosto muito. Sabia que apesar de estar mais calor estava contente com a tensão. Estou a jogar com 22. Prefiro mudar a maneira de jogar do que mudar a máquina. Sinto que as condições mais rápidas podem ser melhor para mim, se bem que quando a terra fica demasiado seca é desconfortável pressionar e assentar os pés. Mas claro que o serviço e a direita ‘pagam’ mais e as minhas respostas à frente resultaram melhor.
REAÇÃO EMOTIVA APÓS O MATCH POINT
Mentalmente estava pronto para a complicação. Não é que quisesse, mas sentia que podia acontecer. Senti que estava a ser superior, mas fechar um set e um encontro nunca é fácil. No final soltei as emoções. Não é fácil fechar assim com dois grandes serviços…
3-0 EM 2026 CONTRA ETCHEVERRY
Não gosto de jogar propriamente com ele mas sinto que ele não gosta de me defrontar e que o meu ténis lhe causa problemas, mesmo em terra batida. Aliás, o encontro mais duro que tivemos foi em piso rápido, que supostamente seria a melhor superfície para mim. Já me aconteceu ao contrário, por exemplo como Zizou Bergs. Não acho que tenha um ascendente incrível, mas às vezes surpreende-me as dificuldades que ele tem contra mim. Mas o ténis é mesmo assim…
SEGUNDA RONDA CONTRA KECMANOVIC
Ainda não pensei nisso, nem sabia quem ia defrontar. Defrontei-o no Estoril. É um grande baseliner, um dos melhores do circuito. Muitas vezes responde melhor do que serve e jogar melhor do que o ranking. Vai ser um encontro duro, especialmente à melhor de cinco sets.
PORTUGUESES E LUSO-FRANCESES EM MASSA
Sinto isso sim. Até o meu parceiro de treinos de manhã me disse que era filho de português e que percebia bem o português. Era bom que conseguíssemos trazer alguma cultura tenística para Portugal. Até para as próximas gerações. O ténis é difícil, mas é um desporto incrível. Lembro-me de hoje no court receber o apoio de um senhor que tinha assim um português ‘forçado’. Mas sabe muito bem…
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