Alcaraz e as pessoas que criticaram a sua série na Netflix: «Habituei-me a ouvir só quem interessa»

Por José Morgado - Maio 8, 2025

ROMA. ITÁLIA. Carlos Alcaraz admitiu esta quinta-feira que já esperava receber algumas críticas na ressaca da estreia da sua série da Netflix, mas assegura que as únicas opiniões que lhe interessam… são das pessoas a quem ele realmente dá valor.

“Uma coisa que aprendi foi a não ligar ao que as pessoas dizem sobre mim — ou melhor, só às pessoas realmente importantes: a minha equipa, a minha família, os meus amigos mais próximos. Tento simplesmente não pensar nisso. Sim, oiço coisas boas e más sobre o dcumentário. Só quero manter-me no meu caminho, seguir à minha maneira. Mas às vezes as pessoas acham estranho seguir esse caminho — aproveitar a vida, não ser aquele profissional super rígido que talvez esperassem que eu fosse. Mas, como disse, sigo aquilo que quero, aquilo de que gosto, sigo o que a minha equipa me diz, os meus mais próximos, a minha família e os meus amigos, e pronto. Não vou dizer que é uma luta entre mim e o meu treinador, mas há conversas que temos Falamos sobre tudo: os torneios, os treinos, as coisas que quero fazer e que, se calhar, não devia. Quem diz que não tem essas conversas, está a mentir. E acho que isso é bonito — ter sentimentos mistos, pontos de vista diferentes. No fim, seguimos todos o mesmo caminho, juntos. E acho que isso também é bonito”, confessou em conferência de imprensa antes de se estrear no ATP Masters 1000 de Roma esta sexta-feira.

Alcaraz admite que teve algum receio da reação dos fãs ao documentário. “Honestamente, estava nervoso. Estava mesmo nervoso porque não sabia como é que as pessoas iam reagir ao ver aquilo, como é que iam ser as reações. Quer dizer, eu gostei. Gostei mesmo. Mas queria muito que as pessoas também gostassem de ver, que apreciassem. Até agora, as reações têm sido super positivas, o que, para mim, foi ótimo. Alguns jogadores disseram-me que adoraram. Foi algo muito honesto, também. Estou super feliz por ter tido um impacto tão positivo nas pessoas, nos fãs. Só tentei mostrar quem sou, como sou, as dificuldades por que passei, os pensamentos que tinha na minha cabeça. Estou mesmo feliz com a forma como as pessoas viram tudo isso.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com