A honestidade de Pegula sobre a peculiar final de Washington: «Tive jogar quase por obrigação»
Sem grande tempo a perder, Jessica Pegula já tem estreia marcada esta noite no WTA 1000 de Toronto, depois de ter terminado de jogar a final de Washington na segunda-feira.
A preparação para o torneio canadiano foi pouca e a própria admite que não tinha grandes intenções de jogar na capital norte-americana na segunda-feira (recorde-se que foi adiada devido à chuva) mas que acabou por ser, quase, obrigada.
FINAL DE WASHINGTON EM DOIS DIAS
A interrupção devido à chuva foi difícil. Senti que joguei muito melhor no domingo do que na segunda-feira. Por alguma razão, entrei um pouco apática. O domingo foi um dia muito longo. Acho que ela jogou um pouco melhor e a diferença entre eu não ter jogado tão bem e ela ter elevado o nível foi o que acabou por mudar o rumo do encontro, o que é uma pena. Não faço ideia se teria ganho no domingo.
SENSAÇÕES NO DOMINGO ERAM MELHORES
Acho que, naquele momento, depois de ter vencido o primeiro set e de ter estado muito perto de lhe quebrar o serviço no final do segundo, antes de o jogo ser interrompido, senti que tinha mais embalo. Em contrapartida, na segunda-feira entrei em campo e sinto que respondi muito mal ao serviço. Por isso, perder esse embalo tão rapidamente… é sempre mais fácil mantê-lo quando já o tens do que ter de regressar e começar tudo de novo.
NÃO QUERIA JOGAR NA SEGUNDA-FEIRA
Na verdade, foi duro. Honestamente, cheguei a Washington D.C. sem grande preparação. Nem sequer contava jogar. No fim, acabei por ter de o fazer, quase por obrigação. Fiquei doente precisamente quando comecei a treinar, por isso fiquei contente por só ter de entrar em competição na quinta-feira. Mas também foi duro ter de jogar quinta, sexta, sábado, domingo e segunda-feira, de forma consecutiva, sem parar, sem conseguir descansar devido ao atraso e ao facto de ter de voltar a jogar tão cedo. É sempre um bom problema de se ter, mas acho que, para ser sincera, no domingo estava mesmo muito cansada.
TENTAR VER O LADO POSITIVO
Na verdade, na segunda-feira senti-me melhor porque, pelo menos, pude ir a casa dormir depois de um dia muito longo. Isso, obviamente, não significa grande coisa, porque entrei em campo e senti-me bastante em baixo nesse dia, por isso talvez tivesse sido melhor terminar o encontro no domingo, quando não me estava a sentir tão mal. Foi uma situação um pouco complicada, mas, ao mesmo tempo, é para isto que servem estas semanas. Encaro sempre isto como um desafio, porque acho que, quando se disputam torneios mais longos e se aproxima um Grand Slam, vão existir dias em que nos sentimos um pouco mais desgastados. Com apenas um dia de recuperação, é possível que não nos sintamos no nosso melhor e que aconteçam imprevistos.
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