Tiago Cação e João Dinis Silva lutam por título inédito no Campeonato Nacional Absoluto

Por Tomás Almeida - Novembro 7, 2026

Tal como a final feminina, a final masculina do Campeonato Nacional Absoluto, disputada entre Tiago Cação (654.º ATP oito anos após ter sido 394.º) e João Dinis Silva (1323.º), vai coroar um campeão inédito na histórica galeria da prova rainha do ténis português.

Seis épocas depois de ter sido derrotado por Nuno Borges na primeira final, Cação voltou a inscrever o nome no encontro do título graças a outra vitória autoritária: 6-1 e 6-2 foram os parciais aplicados a Gonçalo Castro, o único estreante entre os quatro semifinalistas e campeão nacional de sub 18 há um ano.

“Estou feliz, tirei alguma pressão dos ombros porque era onde queria estar, jogar a final do Campeonato Nacional. Concretizou-se e agora só me falta mais um jogo”, contou o tenista de Peniche, que nesta segunda fase da carreira já fez um check na lista de objetivos de carreira ao vencer o primeiro título de singulares no circuito internacional (antes da pausa de três anos tinha perdido oito finais).

Desta vez, o antigo top 400 será favorito contra o jovem João Dinis Silva, que depois de conquistar os títulos de campeão em sub 12 (2019), sub 14 (2021), sub 16 (2022) e sub 18 (2024) procura fazer o pleno a nível nacional.

O jogador formado na Escola de Ténis da Maia e atualmente integrado no CAR da Federação Portuguesa de Ténis assinou a quarta vitória consecutiva em dois sets ao afastar João António (pela segunda vez nas meias-finais) com 6-0 e 6-4.

“Estou super feliz, fiz quatro bons jogos para chegar à final, mas ainda há mais um jogo pela frente. Quero focar-me nele e dar tudo o que tenho amanhã”, explicou o tenista de 19 anos ao melhorar a prestação de 2023, ano em que perdeu com o amigo Jaime Faria nas meias-finais.

“Ele amanhã é o favorito, mas tento não me focar muito nisso e mais no que tenho de fazer. Sei o que é que ele vale, o que é que faz bem e o que é que faz mal, mas prefiro focar-me na tática para tentar vencer o jogo e o título”, concluiu.

Além das grandes decisões nos singulares, ficaram definidos esta sexta-feira os campeões de pares nas diferentes provas.

Em pares femininos, Francisca Jorge e Matilde Jorge guardaram a melhor exibição da semana para a final e venceram Angelina Voloshchuk e Teresa Franco Dias (lado a lado pela primeira vez) com os parciais de 6-0 e 6-0 numa final entre as duas duplas mais cotadas.

Respetivamente 131.ª e 106.ª classificadas no ranking mundial de pares (já estiveram no top 100), as irmãs naturais de Guimarães jogaram o Campeonato Nacional Absoluto lado a lado pela nona vez e sagraram-se campeãs pela oitava, com a exceção a ser o ano de 2020, em que perderam nas meias-finais para as futuras campeãs Ana Filipa Santos e Inês Murta.

Para Francisca Jorge, este foi o 10.º título, pois antes de iniciar a parceria de irmãs venceu as edições de 2016 com Rita Vilaça e de 2017 com Maria Inês Fonte.

A final masculina foi bem mais equilibrada e ganhou contornos dramáticos no match tie-break, com Guilherme Valdoleiros e Hugo Maia a salvarem quatro championship points (três a 6-9 e ainda a 9-10) para vencerem Diogo Morais e Vasco Prata por 1-6, 6-4 e 12-10.

Guilherme Valdoleiros repetiu a festa que já tinha feito em 2024 com Francisco Rocha, enquanto Hugo Maia conquistou o primeiro título da carreira no Campeonato Nacional Absoluto. Um par de horas depois, duplicou o número de troféus ao vencer em pares mistos com Analu Freitas.

Os dois tenistas minhotos (Freitas de Guimarães, Maia de Braga) resistiram à recuperação da estreante Madalena Matias e do recordista José Ricardo Nunes (14.ª final) e triunfaram com os parciais de 6-1, 4-6 e 10-4 no duelo que fechou o dia.

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
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