Croft fala sobre Raducanu: «Não me surpreenderia se voltasse só em 2027»

Por Tomás Almeida - October 22, 2026

Emma Raducanu está a viver uma temporada muito complicada, atormentada por problemas físicos, e é muito provável que não volte a jogar em 2026.

A tenista britânica não compete desde que chegou à final em Queen’s, o que interrompeu a sua ascensão no ranking. Annabel Croft, ex-líder do ténis feminino no Reino Unido, comentou o caso de Raducanu, recomendando que a compatriota não jogue mais até que esteja totalmente recuperada.

Raducanu é uma das maiores esperanças do ténis britânico, mas o corpo está constantemente a atraiçoar os planos da campeã do US Open de 2021. Sempre que parece recuperar aquele nível que lhe permitiu fazer história no Major norte-americano, surge um novo contratempo que torna impossível competir regularmente nos grandes torneios.

Annabel Croft afirmou ao portal Sky Sports Tennis que Raducanu talvez só volte em 2027. “Não me surpreenderia se tivesse decidido encerrar a temporada. Não seria uma má decisão, pois poderia recuperar-se totalmente, descansar, receber todo o tratamento possível e voltar em ótima forma. Talvez exista a preocupação com tantos pontos para defender, mas pode beneficiar do ranking protegido em 2027. A saúde é a coisa mais importante. Ela precisa de recuperar novamente a melhor forma.”, sublinhou.

Raducanu está atualmente na 109.ª posição da hierarquia mundial, sendo que depois de atingir a final na relva do Queen’s Club em junho subiu ao top 40 mundial e colocou-se em posição de regressar ao estatuto de cabeça-de-serie em provas de Grand Slam.

Esta temporada, a britânica fez também final num WTA 250 em Cluj-Napoca, na Roménia, e quartos de final em Hobart, na Austrália. O resultado alcançado em Londres pode dar algum conforto na perspetiva dos pontos e do ranking, pelo facto de ter acontecido a meio do ano, mas o importante para Raducanu é mesmo recuperar completamente os índices físicos e voltar a competir de forma regular no circuito.

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
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