Fritz revela o maior problema do circuito: «As bola são cada vez mais lentas»
Taylor Fritz não esconde a frustração com uma das mudanças que, na sua opinião, mais tem condicionado o ténis atual: a velocidade das bolas utilizadas nos torneios. O norte-americano, número 10 mundial, considera particularmente problemático o facto de não conseguir treinar nas mesmas condições em que compete.
“Não é tanto um problema com as diferentes bolas, mas não poder treinar em condições semelhantes às que jogamos”, explicou Fritz numa entrevista ao Tennis Channel, ele que foi eliminado nos oitavos de final do US Open, frente a Francisco Cerundolo.
O norte-americano aponta sobretudo à enorme variedade de marcas e modelos utilizados ao longo da temporada. “Não consigo entusiasmar-me com a forma como estou a bater na bola porque, assim que vou para outro torneio, mudamos de bola e tenho de reaprender como ela sai da minha raquete”, afirmou.
Fritz revelou ainda que algumas bolas disponíveis nas lojas apresentam um comportamento muito diferente das utilizadas nos torneios. Depois do US Open, chegou mesmo a encomendar dos Estados Unidos bolas Yonex para poder preparar antecipadamente os torneios de Tóquio e Xangai.
Para o norte-americano, a questão não está necessariamente na velocidade dos courts. “Não acho que os courts sejam mais lentos. Acho que têm a mesma velocidade de sempre; simplesmente, as bolas são mais lentas”, defendeu.
O estilo de Fritz, baseado numa forte capacidade de aceleração da bola, torna-o particularmente sensível à questão. “É realmente frustrante, enquanto profissional, não poder treinar em condições semelhantes às que vou encontrar quando realmente interessa”, concluiu.
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