Sinner reconquista Wimbledon e lembra… Alcaraz: «O ténis precisa dele»

Por José Morgado - July 13, 2026
Sinner

Jannik Sinner conquistou este domingo o seu segundo título consecutivo em Wimbledon e o quinto torneio do Grand Slam da carreira, depois de derrotar Alexander Zverev na final. No final do encontro, o número um mundial mostrou-se naturalmente satisfeito com a conquista, mas fez questão de deixar uma mensagem de apoio a Carlos Alcaraz, ausente do circuito devido à lesão no pulso.

O italiano reconheceu que o triunfo teve um significado especial, sobretudo depois da desilusão vivida em Roland Garros e do intenso trabalho realizado nas semanas que antecederam Wimbledon. “É uma conquista incrível. Foi um jogo muito difícil contra o Sascha. Sinto que ambos apresentámos um nível muito elevado, porque não foi fácil jogar com o vento e as condições. Estar aqui novamente como campeão significa muito para mim. Trabalhámos imenso no Mónaco, sacrificámos muito para chegar a este momento e conseguir este título tem um enorme significado.”

Sinner recusou considerar este título como uma libertação por ainda não ter vencido um Grand Slam em 2026. “Não sinto que seja um alívio. Tento apenas dar o meu melhor todos os dias. Ganhar um Grand Slam acontece muito raramente. Tenho cinco na carreira, mas, no fundo, são apenas cinco dias especiais entre tantos outros. Mesmo que tivesse perdido esta final, continuaria a ser um grande dia, porque disputar uma final de um Grand Slam é algo extraordinário.”

O italiano destacou ainda o enorme respeito que sente por Zverev e aproveitou para sublinhar a importância do regresso de Carlos Alcaraz ao circuito. “Tenho muito respeito pelo Sascha. Está a melhorar constantemente e obriga-me sempre a elevar o meu nível. Esperamos também que o Carlos regresse em breve, porque o ténis precisa dele. Ter o Novak ainda competitivo e os jovens a aparecer torna este desporto ainda mais especial.”

Sinner vence final fantástica e reconquista o título de Wimbledon

Questionado sobre a chave da vitória, Sinner explicou que a confiança no serviço acabou por libertar também o seu jogo de resposta. “Quando sentes confiança no teu serviço, jogas os jogos de resposta com mais liberdade. Contra um jogador como o Sascha é muito difícil conseguir quebras, sobretudo na relva. Tentei perceber para onde ele ia servir nos momentos importantes e manter-me sempre concentrado. Acho que essa atitude fez a diferença.”

O campeão revelou ainda uma curiosa conversa com os membros da Royal Box após a cerimónia de entrega de prémios. “Perguntei-lhes se ainda jogavam ténis. Tivemos uma conversa muito breve, mas foi muito agradável. É fantástico ver o interesse que demonstram pelo nosso desporto e o tempo que dedicam a acompanhar um jogo durante várias horas. São momentos muito especiais.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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